Lutar por direitos na educação, infelizmente, se faz assim…

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Fui Bloqueado no Facebook

Pois é, fui bloqueado no FB, não posso curtir, escrever, compartilhar….que coisa engraçada, só sei que para ser bloqueado é preciso me denunciarem, exatamente como na época do DOI-CODI….

Esta é a educação da Dilma…

Depois de alguns vários dias sem escrever por aqui, em função das andanças na greve dos professores das universidades federais, vou dar algumas opiniões sobre isso tudo que anda acontecendo. Vamos lá!!!

Após mais de 10 anos sem greves nas universidades públicas, agora estamos diante de uma, que para muitooo além do que reivindicação de reajuste salarial, é uma greve que tem como objetivo principal rever o plano de carreira. Porém, desde 2010 o Governo Federal vem dizendo que tem negociado com os professores, estranho alguém negociar por 02 anos sem nunca, ouçam, nunca abriu mão de nada sobre a sua proposta de plano de carreira. Isto é negociar?

Bom, mas qual é a Proposta de Plano de Carreira do Governo Federal? Vale ressaltar que em agosto de 2010, o Governo apresentou uma proposta para os professores, que tem alguns pontos que são absolutamente estranguladores para o desenvolvimento de uma educação de qualidade. Mas vamos a estes pontos:

1. Estrutura da carreira
A proposta do Governo Federal, propõe 21 níveis de progressão, no entanto, com o inicio da greve, recuou e retirou o nivel sênior, que seria após o associado. Desta forma, restaram os 17 níveis que existem atualmente, sendo que a progressão se realizaria a cada 18 meses. Alguns poderão dizer, mas o que de ruim tem nisso, o que é 24 meses, será 18, mas espere, ainda tem mais. Para o professor progredir ele/a, aqueles que são 40hsDE, terão que realizar pesquisa, extensão e  12 horas aula na GRADUAÇÃO, ou seja, não será mais aceito redução de carga horária para quem faz pesquisa, isso será obrigação somado as 12 horas….para quem não é professor pode dizer, mas apenas 12 horas? Mas some a isto, as orientações que não são computadas nestas horas, as pesquisas, projetos de extensão, responsabilidades administrativas (temos a responsabilidade de ter participação em comissões e reuniões de depto e colegiado), organização e participação em eventos, elaboração de projetos e a elaboração de artigos e capitulos de livros, entre outras cossitasss. Ou seja, quanto mais aulas, menos o professor produz nestas outras áreas….ou seja, vai transformar a universidade pública em uma faculdade. ok?

Isto esta explicitamente escrito no Art. 18 – §3ー – Inciso II (da proposta do projeto de lei) – para progredir na carreira o docente precisará… “ter ministrado, no ensino de graduação, no período de 18 meses, o equivalente a 02 disciplinas semestrais de carga horária de quatro horas semanais cada uma, para os docentes em regime de trabalho de vinte horas e 03 disciplinas de quatro horas semanais cada, para os docentes em regime de trabalho de quarenta horas com ou sem DE”;

Porém contudo, todavia, para o professor progredir de Adjunto para Associado terá que comprovar dois anos de aulas na pós gradução, além das 12 horas semanais de aula na gradução. Professores, vcs estão sabendo disso? realmente estão sabendo? então pq dizer que não querem greve, que não sabem pq entrar na greve!!!…realmente eu não entendo tanta ignorância (isso mesmo, ignorância) em relação a esta greve.
Mas isto é mais profundo, como fica a situação dos cursos que não tem pós? e os cursos novos que não tem como abrir pós? não sobe mais na carreira…? mas a questão não é ter pós ou ter pós, mas a questão é: quem esta na pós é da ELITE e por isso merece mais? (tenho certeza que muitos professores diriam que SIM, somos a elite). Então quem dá aula para a graduação e faz extensão é o que: lixo acadêmico?!

2. Em relação a avaliação docente, ela não será mais realizada por critérios estabelecidos no estatuto de cada universidade, mas por critérios nacionais, ou seja, a AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, conquistada historicamente, acaba aqui.

3. O estágio probatório não será mais realizado pelo departamento de origem do professor, mas por uma comissão externa ao curso, instituída pelo Reitor.

4. Em relação a remuneração, o governo não fala em valores, nunca falou, mas a proposta do ANDES é igualar o salário de doutor DE ao salário da Ciencia e tecnologia ou então ter como salário incial de auxiliar 20hs em 2300 reais, e hoje é 550 reais.
Mas tem mais, o governo estabelece que teremos vencimento básico mais Retribuição por Titulação (RT), no entanto, a RT passa a ser NOMINAL, assim como aconteceu com a insalubridade. O que significa isso: o governo poderá dar aumento apenas para o vencimento básico e manter a RT sem aumento. O ANDES não abre mão da RT propocional.

5. Retribuição por Projetos Institucionais de Pesquisa e Extensão (Art. 22): o governo propõe oficializar os projetos pagos, projetos de especialização ou prestação de serviçoes, que atualmente só são permitidos através de bolsas de pesquisa, mas com a nova proposta poderá ser pago por qualquer tipo de serviço, seja este professor DE ou não. O que significa: bom, é a permissão para que universidade pública seja privatizada, se atualmente já temos projetos privados e particulares nas universidades, imaginem com este plano de carreira?

Enfim, estes são alguns dos pontos que vale a pena se revoltar contra esta proposta do governo que quer dar uma certa eficiência de uma forma produtivista e economicista para uma realidade profissional que é produzida por outras formas de eficiência e produtivismo.

Muitas outras questões surgem da leitura e comparação entre a proposta de plano de carreira do governo e das federações. Participar da Greve ou se você não é professor, compreender as motivações desta greve, são de fundamental importância para compreender e opinar sobre qual o modelo de sociedade e de educação (e produção de conhecimento) queremos para a sociedade brasileira.

A questão é: que tipo de professores vão querer entrar na universidade pública?

Comando Local de Greve da UFES publica Carta Aberta a População Capixaba

Carta Aberta à População: as razões da greve na Ufes

Desde o dia 17 de maio, os professores da Universidade Federal do Espírito Santo estão em greve, compondo o movimento grevista em nível nacional. O Comando de Greve da Ufes vem a público explicar à população as razões desta decisão.

As reivindicações em questão estão ligadas às condições cotidianas de trabalho, à remuneração dos professores, e também ao planejamento da carreira em longo prazo. A greve resulta do fracasso nas negociações com o Governo Federal que, em 2010, propôs um Plano de Carreira bastante desfavorável aos docentes, pois dificulta a progressão funcional, interfere negativamente nos salários e, em última instância, faz com que a carreira universitária ofereça cada vez menos atrativos para novos professores e pesquisadores.

O ponto mais importante da atual greve dos professores é a conquista de um Plano de Carreira digno e condizente com a importância de seu papel na sociedade. Além disso, outra importante questão refere-se às condições cotidianas de trabalho, tanto no que diz respeito a espaços físicos e equipamentos adequados, quanto de professores em número suficiente para que cada um cumpra seu papel satisfatoriamente, sem sobrecarga de trabalho e distorções funcionais.

Sabe-se que os professores das universidades públicas formam os profissionais de TODAS as áreas de nível superior. São muitos profissionais semestralmente formados por uma categoria que, há anos, vem trabalhando em condições financeiras, operacionais e psicológicas frágeis e que, mesmo após anos de carreira e investimento em suas próprias formações, recebem remunerações muito aquém de sua qualificação.

Embora venham trabalhando há anos em condições pouco adequadas, os professores das universidades públicas são agentes sociais estratégicos. Eles são os principais responsáveis pela produção de novos conhecimentos, por meio da prática da Pesquisa, fundamental para o desenvolvimento científico, cultural e econômico do país, e também para a resolução de seus graves problemas sociais. Por fim, são os professores das universidades públicas que conduzem inúmeras atividades de Extensão, voltadas ao atendimento de várias demandas da população e à democratização efetiva do conhecimento produzido dentro das instituições.

Trata-se de uma categoria de enorme importância para o país em diversos sentidos, e que não pode ser tratada pelo Governo Federal de maneira leviana e desqualificadora. Caso o Plano de Carreira proposto pelo Governo seja aprovado sem as reivindicações feitas pelo movimento docente, a qualidade da produção da Universidade será severamente afetada, prejudicando a população e o país, em curto, médio e longo prazo.

A greve em questão não se refere apenas aos interesses salariais ou individuais de cada professor: ela diz respeito à saúde e à educação de crianças e adultos; diz respeito ao desenho e ao planejamento das cidades, e ao desenvolvimento do país; diz respeito à diminuição das injustiças sociais e à melhoria das condições de vida de todo e qualquer cidadão brasileiro.

A greve dos professores diz respeito a todos e a cada um de nós.

Comando Local da Greve dos Professores

Universidade Federal do Espírito Santo,

em 18 de maio de 2012.

Greve dos Professores Federais: agenda para os próximos dias

Depois de mais de dois anos de negociação e não havendo acordo, principalmente em função das trapalhadas da Dilma, agora a greve dos professores universitários federais inicia-se no dia 17 deste mês.

Eu mesmo não acreditava nesta possibilidade, e estava muito desconfiado das atitudes que o Andes poderia ter, pois no ano passado não soube coordenar o processo de negociação e mobilização para a greve, que acabou num acordo desastroso e ainda mais sem consultar as bases. Um desastre total.

Agora, algo mais do que “inexperado”, parece-me que o sindicato voltou a ressurgir e consegue mobilizar uma greve nacional, mas com todo um processo de consulta e debate nas suas bases, e o que mais chama atenção, o curto espaço de tempo, pois menos de 15 dias, o processo de construção da greve já caminha para mais de 30 universidades.

Mesmo que o governo Dilma tente desmobilizar a greve, seja publicando uma MP fajuta para os professores universitários, seja plantando matérias nos meios de comunicação, o processo esta crescendo. A questão agora é: até onde vamos?

Segue a agenda no âmbito nacional:

14 e 15 de maio: rodada nacional de Assembléias nas Ifes para deflagração da greve localmente;
15 de maio: reunião do Grupo de Trabalho para Reestruturação da Carreira Docente, entre o ANDES-SN, governo e demais entidades do setor da educação;
16 de maio: reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Público Federais com o governo;
17 de maio: instalação do comando nacional de greve, às 14h na sede do ANDES-SN;
17 de maio: Dia nacional de mobilização e paralisação dos servidores públicos federais.

Será que Beto Richa come alimentos orgânicos?

É ultrajante. Enquanto na Alemanha, país altamente industrializado, obrigam, isso mesmo, obrigam via lei, que supermercados tenham 30% de tudo que é comercializado em produtos orgânicos. A questão é: por que um pais tão atrasado tecnologicamente como é o Brasil, que precisa de um país-continente para produzir, aquém do que é possivel, de ração de gado (soja), álcool e carne, agora tem o PSDB querendo inviabilizar a produção agroecológica no Paraná, e quiça no Brasil.
Será que o Beto Richa não come alimentos orgânicos e talvez proíba seus filhos de comerem? Será?
Segue o MANIFESTO A FAVOR DA AGROECOLOGIA NO PARANÁ
CONTRA O VETO DO GOVERNADOR AO PROJETO DE LEI Nº 403/11
O mundo vive um momento crítico no aspecto socioambiental. A realização da Rio+20, em 2012, no Brasil, ressalta a necessidade de priorizar políticas públicas sustentáveis. A Agroecologia é uma estratégia fundamental para a construção de uma sociedade sustentável, solidária e saudável.
Contrária a essa tendência, no mês de abril passado, o governador Beto Richa vetou o Projeto de Lei nº 403/11 que incentiva a implantação de sistemas de produção agroecológica e orgânica pelos agricultores familiares no Estado do Paraná. Este PL foi construído pelo conjunto das entidades da sociedade civil – após sucessivas e amplas reuniões e audiências públicas. Contou com o envolvimento direto das instituições públicas estaduais e foi pautado no Programa Paraná Agroecológico, referendado pelo próprio Governo Estadual, em 2011. Após a sua discussão e aprovação nas diversas Comissões, em especial na Comissão de Constituição e Justiça – que o julgou pela constitucionalidade – obteve aprovação unânime da Assembléia Legislativa Estadual do Paraná.
A justificativa apresentada pelo governador Beto Richa para o veto – além de equivocada – é descabida, inoportuna e parcial, pois atribui importância somente ao agronegócio e ignora o papel da agricultura familiar, enquanto produtora de 70% dos alimentos consumidos para a população. Além disso, desconsidera a importância da Agroecologia e da produção orgânica como estratégia do
desenvolvimento rural sustentável e da promoção da saúde da população. Lamentável, portanto, o governador Beto Richa vetar o PL considerando-o “…inconstitucional e contrário ao interesse público”.
A partir do exposto, as entidades abaixo mencionadas conclamam para manifestação contrária ao veto do governador do Paraná, por meio de envio de mensagens, betoricha@betoricha.com.br, vicegov@ccivil.pr.gov.br, durvalamaral@ccivil.pr.gov, nortigara@seab.pr.gov.br.br, traiano@pr.gov.br, dep.welter@pr.gov.br, vrossoni@hotmail.com, e participação na sessão plenária da Assembléia Legislativa do Paraná, no dia 15 de maio, a partir das 14h30m.
RETIRE O SEU VETO, BETO!
Articulação Nacional de Agroecologia (ANA-AGROECOLOGIA)
Associação Brasileira de Agroecologia (ABA)
Associação para o Desenvolvimento de Agroecologia (AOPA)
Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (ACOPA)
Comitê Paranaense da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Centro de Cooperativas Agroecológicas (CCA-MST)
Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná (CONSEA-PR)
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/PR)
Conselho Regional de Nutricionistas 8ª Região (CRN8 – PR)
Diretório Central de Estudantes (DCE/UFPR)
Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN)
Rede Ecovida da Agroecologia
Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais
Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular (SAJUP)
Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE)
Terra de Direitos
Universidade Federal do Paraná – Litoral
Universidade Federal do Paraná – Dnut
União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES)

Segundo Ministra do Meio Ambiente: Dilma Veta!!

 

O que fica cada vez mais claro, é que Dilma vai VETAR o novo código florestal, mas vamos devagar com o “andô”. Vai vetar o que garanta a manutenção do que foi acordado com o Senado, ou seja, vai brigar com a Câmara, mas faz uma bela parceria com o Senado. Mas o que seria vetado: seria um veto cirurgico, e que será em direção as questões da anistia de quem desmatou (mas com cuidado!!) e do reflorestamento de beiras de rios….,mas tudo com muito detalhe e delicadeza dilmista….

Mas será que o Veto será mantido na nova votação no Congresso!!!???? Ou seja, haverá muitos capítulos ainda..vamos ver o que vai sobrar disso…

Conheça as propostas para o Plano de Carreira para os Professores das Universidades Federais

Semana agidata para os professores das Universidades Federais. Eleição para o ANDES-SN, nos dias 08 e 09, vá ao sindicato e vote, e decidir sobre se haverá greve ou não a partir do dia 17 de maio.

No dia 10 de maio, quinta feira, na UFES, assembléia as 10hs da manhã para definir se os professores da UFES irão entrar em greve ou não. Local: ADUFES.

As análises sobre a entrada na greve são de que não tem retorno, pois além da instransigência em negociar o plano de carreira, o Governo Federal não deu o reajuste de 4% (em março de 2012) acordado em agosto de 2011. Além disso, as 29 entidades sindicais nacionais de funcionários públicos federais, estão construindo indicativo de greve geral para o dia 11 de junho.

Para os que ainda estão em dúvida ou não tem informação sobre esta questão, acesse o site abaixo, que faz um comparativo entre as 4 propostas que existem sobre o plano de carreira para os professores federais. Acesse e tome posição neste debate.

http://adufes.org.br/site/sites/default/files/downloads/Compara%C3%A7%C3%A3o%20entre%20as%20Propostas%20de%20carreiras_0.pdf