Chávez abre 28 pontos de vantagem sobre candidato da oposição

Para os críticos capitalistas e anti socialistas de plantão….e Viva La Revolucion Bolivariana!

16 de Junho de 2012 – 7h14

Em contraste, o candidato da oposição de direita, Henrique Capriles Radonski, obteria 29,7% dos votos, informou o diretor do instituto em entrevista à imprensa, Germán Campos.
A pesquisa feita entre os dias 12 e 14 de junho entrevistou 1.850 pessoas em 16 estados.
O instituto perguntou também sobre a avaliação da gestão do governo de Chávez: 68,3% a consideram excelente, boa ou de regular a boa, e apenas 29,8% acham que o governo é de regular a mau, mau ou péssimo.
Igualmente, 47,2% se declarou muito de acordo ou de acordo com a construção de um sistema socialista na Venezuela, e 20,8% em desacordo.
Na opinião de Campos, esse dado se diferencia amplamente dos 15% que em finais da década de 1980 se inclinava para essa alternativa, que depois subiu a 44% em 2006, quando Chávez propôs desenvolver o socialismo do século 21.
A pesquisa também mostrou que 49,5% dos entrevistados considera que a situação da Venezuela evolui bem e 87,3% considera como muito positivo ou positivo o desempenho do esporte no país.
Um dos resultados mais interessantes da pesquisa, na opinião de Campos, foi a semelhança de percentuais de entrevistados que tem melhores expectativas pessoais para os próximos dois ou três anos (62,2%), e as da situação do país nesse período (61,1%).
Nas décadas de 1980 e 1990 havia uma una dissociação entre as expectativas pessoais dos cidadãos e as do país, entre as quais havia uma diferença ampla, etapa em que se dizia na Venezuela “salve-se quem puder e como puder”, assinalou Campos.
Hoje isso mudou, acrescentou o especialista, e muitos venezuelanos pensam que se o país vai bem, eles também irão bem.
Em declarações à Prensa Latina, Campos sublinhou que o que está hoje em jogo não é escolher entre dois candidatos à presidência, mas entre dois modelos de sociedade que se contrapõem em muitas de suas facetas, com visões diferentes sobre a situação do mundo, a questão social e política, assim como sobre a integração da América Latina.
Esta foi a quarta pesquisa realizada em 2012 pelo instituto Consultores 30.11, precedida pelas realizadas em 9 e 29 de março, e em 13 de maio.
Nessa última, 56,8% dos entrevistados declarou sua intenção de votar no atual presidente, enquanto 27,1% votaria no candidato da oposição.
Prensa Latina

Matéria publicada no http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186002&id_secao=7

Ainda serão uns 2 ou 3 meses de greve para os servidores federais.

Em tempos de crise mundial, no Brasil, empresas privadas aumentam continuamente, e acima da inflação, salários e respeitam a data base, já o governo federal, que lucra ainda mais com essa sustentação econômica brasileira, não aumenta salários dos servidores federais a mais de 3 anos.

Alguns poderiam dizer: “mas funcionário público tem estabilidade!!”. Bom, mas o que uma coisa tem haver com outra? Seria a mesma coisa que dizer que professor não precisa receber salário porque o importante é o AMOR a VOCAÇÃO de educador, de formador de corações e mentes…quanta demagogia em tão poucas palavras. E mesmo porque, em comparação com a iniciativa privada, servidores públicos estão muito aquém do que estes trabalhadores recebem. Mas, mais do que isso ou aquilo, a questão é que todo trabalhador tem direito ao reajuste da inflação, e isto não esta sendo realizado pelo governo federal.

Diante desta situação, diversas categorias de servidores federais entraram e ainda entrarão em greve em 2012: funcionários do Itamarati, Professores Federais (universidades e institutos), Médicos, técnicos-administrativos das universidades, técnicos do Incra, funcionários de diversos Ministérios, justiça federal, enfim…uma quantidade significativa de servidores…e o que estas categorias profissionais estão almejando com a greve? muitos responderiam: pensar no próprio umbigo e querem aumento. Bom, não posso desmentir que isto passe nas cabeças de servidores sangue suga e sem qualquer interesse na melhoria dos serviços prestados pelo Estado brasileiro. Porém, contudo, todavia, posso garantir que as federações e lideranças sindicais, mais do que salários, estão lutando por melhores condições de trabalho e ampliação dos serviços para a população brasileira. E, principalmente, pensar que com melhores salários e melhores condições de trabalho, estaremos estimulando que profissionais mais qualificados ingressem na carreira de servidor federal, e assim, teremos melhores serviços. Esta é a lógica histórica das greve no Brasil, a excessão de algumas “tantas”.

No entanto, a situação das greves dos servidores federais é esta, segundo o site servidorfederal.com: “as carreiras  que aderiram à greve devem preparar o fôlego para aguentar pelo menos mais dois  meses de protestos. A despeito da greve geral no  funcionalismo deflagrada no último dia 18, a presidente Dilma Rousseff não  pretende discutir reajustes salariais até que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) seja aprovada na  Câmara, o que deve ocorrer na primeira quinzena de julho se a oposição não  atrasar a votação do projeto. O Planalto sustenta que as despesas  de pessoal são uma questão a ser discutida durante a preparação da Lei  Orçamentária Anual (LOA) e não da LDO. Isso significa que, independentemente da gritaria dos sindicatos,  uma contraproposta só deve ser apresentada no fim de agosto, quando acaba o  prazo para encaminhamento da LOA ao Congresso.”

É, esta senhora Dilma Roussef não é facil não….aprendeu corretamente na época da guerrilha na ditadura militar, como conduzir uma sociedade com mão de ferro e autoritarismo militar…esperemos para ver…

Notícia retirada do Portal do Servidor Federal: http://www.servidorfederal.com/2012/06/contraproposta-so-deve-vir-no-fim-de.html#ixzz1zBHBXVZP

Nota à Comunidade Acadêmica sobre questionamentos do Ministério Público Federal a respeito do controle de frequência dos docentes grevistas da UFES

No dia 21 de junho de 2012, o Comando Local de Greve dos Docentes da UFES realizou, às 10 horas, uma reunião com as Chefias de Departamento desta Universidade, com o objetivo de discutir os problemas ocasionados pela circulação de um conjunto de ofícios e memorandos a respeito do controle de ponto dos servidores grevistas, encaminhados aos centros e respectivamente aos chefes de departamentos da UFES (Oficio n292/2012 – Gabinete do Reitor/UFES – 04/06/2012).

Este conjunto de documentos consiste num “Kit” de informações emitidas pelo Procurador da República André Pimentel Filho, do Ministério Público Federal; um dos documentos solicita ao reitor da Ufes o posicionamento sobre o controle e registro de frequência dos servidores paredistas. Tal solicitação tem gerado indignação, receio e constrangimento de professores e daqueles que estão na condição de chefias de departamento.

Segundo a assessoria jurídica da Adufes, o direito a greve dos servidores públicos é garantido constitucionalmente, como consta na Constituição brasileira (artigo 37, parágrafo VII), e é reafirmado pelo Superior Tribunal Federal, através da súmula nº 316, a qual garante que “a simples adesão à greve não constitui falta grave”.

No que se refere à greve dos Docentes das Universidades Públicas brasileiras, trata-se de uma greve considerada legal pelo poder judiciário, sendo garantido aos servidores paralisar suas atividades e não sofrer qualquer punição ou penalidade por esta atitude.

Somado a isto, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFES, em reunião realizada no dia 06 de junho de 2012, aprovou uma resolução que garante a reposição das aulas não realizadas em função da greve, eliminando qualquer dúvida ou questionamento sobre a reposição total do calendário acadêmico.

Assim, diante dos questionamentos do Procurador da República sobre o controle de frequência e insinuação de corte do ponto, vale destacar que a legalidade da greve garante o direito do livre exercício da paralisação das atividades acadêmicas. E ainda, vale destacar a existência de jurisprudência específica, que garante que os docentes são dispensados do controle de frequência, como consta no decreto 1.590, de 10 de agosto de 1995, quer seja em períodos de atividades normais, quer seja em períodos de greve, sendo, portanto, uma ilegalidade exigir o controle da frequência dos Docentes.

Como segue no texto do Decreto:

“Dispõe sobre a jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais, e dá outras providências.

Art. 6º […]:

§ 7º São dispensados do controle de freqüência os ocupantes de cargos:

e) Professor da Carreira de Magistério Superior do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos.”

Ainda sobre a jurisprudência do direito de greve, vale chamar a atenção para a Lei n 7.783, de 28 de junho de 1989, que

“Dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.

Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:

§ 2º É vedado ao empregador adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.”

No que diz respeito aos questionamentos do Procurador André Pimentel sobre o controle de frequência dos docentes, o Comando de Greve dos Docentes da UFES manifesta seu repúdio, assim como a qualquer responsabilização que a Administração Central desta Universidade venha atribuir às Chefias de Departamento ou à qualquer instância desta Universidade, tendo em vista a jurisprudência e os argumentos citados.

Tanto os questionamentos que pairam sobre a legalidade e legitimidade do movimento paredista, quanto os questionamentos do Ministério Público sobre o controle de frequência destes, caracterizam-se como ações que ferem diretamente o direito de greve e a autonomia universitária.

Assim, o Comando de Greve Local dos Docentes da UFES repudia com veemência qualquer ação desta natureza, seja advinda do poder judiciário ou dos órgãos administrativos da UFES, e defende o direito legal e constitucional de greve, que nós, professores e servidores técnico-adminstrativos, temos construído como instrumento último para reivindicar a manutenção e melhoria das condições do Ensino Público, Gratuito e de Qualidade, o que, ao fim e ao cabo, deveria ser de total interesse da administração central desta Universidade.

Vitória, 25 de junho de 2012.

Comando Local de Greve dos Docentes da UFES

Vitória é a capital que tem mais enxofre no ar, e Curitiba é a segunda, segundo IBGE

Fonte: A Gazeta

Vitória é a capital do país que tem maior concentração média anual de dióxido de enxofre (SO2), entre as que aparecem nesse quesito nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A concentração de SO2, no entanto, está dentro dos padrões definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Os dados foram divulgados ontem e mostram a concentração de poluentes em oito capitais e no Distrito Federal em 2010. A capital capixaba aparece com 17 microgramas da substância por metro cúbico de ar. Em segundo aparece Curitiba com 10; e em terceiro Porto Alegre, com 8. São Paulo aparece com 4, mesma quantidade de Belo Horizonte e Salvador. Entre os outros locais estudados, não há dados sobre a concentração desse poluente em Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal. Conforme a concentração, o dióxido de enxofre pode provocar problemas ao sistema respiratório – como irritação nas mucosas nasais – e até doenças cardiovasculares. O gás também está relacionado à chuva ácida.

Emissões O gerente de controle ambiental da Prefeitura de Vitória, Tarcísio Foeger, explica que as emissões de dióxido de enxofre podem ser provenientes tanto de indústrias quanto de automóveis. “As emissões são constantemente medidas e monitoradas pelo sistema do Estado e estão dentro do limite do Conama. O problema é que esse limite é de 1990, e de lá para cá houve várias mudanças na dinâmica das cidades”, pondera. Segundo ele, as emissões são fruto da opção por um sistema de transporte público baseado no diesel, além do uso de carros para pequenos deslocamentos. “Também temos que levar em conta que Vitória recebe boa parte dos coletivos que fazem integração com outras cidades e, consequentemente, suas emissões.”

Pós-Graduação no Brasil: alunos param e professores dão aula.

CHAMADO AOS PÓS-GRADUANDOS PARA A CONSTRUÇÃO DA GREVE NACIONAL DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Nós, estudantes de pós-graduação de diversos programas da UFRJ, UFRRJ, UERJ, UFF, reunidos em assembléia no dia 18/06, no IFCS, discutimos a situação da greve nacional das universidades federais assim como as especificidades das pós-graduações no cenário posto de mobilização. Neste sentido, assumimos como tarefa a elaboração desta carta para: (a) apresentar à sociedade e à comunidade universitária nossa posição sobre o processo grevista e nossa inserção neste cenário de luta; e (b) convidar o conjunto dos pós-graduandos em todo Brasil para construírem conosco esse processo de mobilização nacional.

Desde o dia 17/05/2012, com a deflagração da greve dos docentes das universidades federais, iniciou-se um processo de mobilizações em torno da educação pública. Os docentes, há mais de dois anos sem conseguir uma negociação com o governo, têm como reivindicações a reestruturação da carreira docente (melhores salários e plano de carreira único) e melhores condições de trabalho. Este processo potencializou uma grande mobilização do movimento estudantil com a deflagração de greves deste segmento em diversas universidades. No início de junho, os servidores técnico-administrativos também aderiram ao processo de mobilização e deflagraram também a sua greve.

Com 55 universidades em greve, construiu-se um momento ímpar de questionamento do projeto de educação, universidade e produção do conhecimento implementado pelos últimos governos. Há muitos anos tem havido cortes sistemáticos de verbas para a educação pública e transferência de recursos para a iniciativa privada.  A greve que vivemos hoje evidencia as conseqüências do Reuni – política de expansão, iniciada no governo Lula, baseada no aumento de vagas e cursos sem o aumento proporcional das verbas necessárias para garantir uma educação de qualidade. Somando-se a isso, o governo Dilma promoveu um corte de R$ 5 bilhões do orçamento destinado a educação, precarizando ainda mais a universidade pública brasileira. Estamos diante de um projeto de educação mercadológico, que descaracteriza a real função da universidade: produzir, através do tripé ensino, pesquisa e extensão, conhecimento crítico que atenda as demandas da maior parte da população.

Nós, na condição de estudantes e produtores de saberes científicos, sentimos diretamente as conseqüências deste processo: a chamada lógica ‘produtivista’, materializada por agências de fomento como Capes e CNPq, condiciona a destinação de verbas à produção de conhecimento através de parâmetros prioritariamente quantitativos, minimizando as especificidades de várias áreas do conhecimento. Isso gera uma dinâmica perversa de competição entre pesquisadores e de privilégios no momento da distribuição de recursos, aos segmentos que estão adaptados às demandas do mercado.

Vivemos um momento de expansão das vagas nas pós-graduações que também não veio acompanhada de recursos suficientes para garantir bolsas de estudo e assistência estudantil, fundamentais para a garantia da qualidade das pesquisas e da dedicação dos alunos às suas atividades. A quantidade de bolsas é insuficiente (segundo o MCT, em 2009, 58% dos pós-graduandos não eram bolsistas) e elas estão sem reajuste desde 2008. Agora, o governo federal anunciou um irrisório ajuste que não chega sequer a recuperar as perdas geradas pela inflação nesse período. Por isso, exigimos a universalização das bolsas e o reajuste imediato de, no mínimo, 40% em seu valor.

Além das bolsas, precisamos também de uma política de assistência estudantil nas universidades que incorpore efetivamente os pós-graduandos (com acesso a alojamentos, bandejões e assistência aos estudantes que tem filhos) e da garantia de financiamento integral a todas as pesquisas (apoio para aquisição de livros e equipamentos, recursos para trabalho de campo e participação em eventos acadêmicos, entre outros).

Diante de todos esses problemas, estudantes de pós-graduação têm se organizado e, no cenário de greve dos três segmentos nas universidades públicas, deflagrado também greves estudantis da pós-graduação. Essas greves aqui no Rio de Janeiro já acontecem em programas da UFRRJ, UFRJ, UFF e UERJ, e foram unificadas através de assembléias gerais e pela constituição de comandos locais de greve no CPDA/UFRRJ, na UFRJ e na UFF.

Entendemos que estas greves são tanto instrumentos de luta por nossas reivindicações específicas, quanto uma forma de apoio integral às reivindicações das categorias em luta, e, sobretudo nos permitem aprofundar o debate e nos inserir na defesa de um outro projeto de universidade pública. Além do estado do RJ, temos conhecimento de participação de pós-graduandos na greve em outras universidades, tais como na UFPR, na UFPE, UFBA, UFJF.

Partindo da concepção de que a nossa greve é parte de uma greve estudantil e que, como pós-graduandos, estamos inseridos na dinâmica da universidade, por termos pautas e necessidades comuns e convergentes às dos estudantes da graduação, dos docentes e dos servidores, reivindicamos a garantia do nosso direito à greve. Isto implica na suspensão e readequação do calendário de aulas e demais atividades ao período da greve, no repúdio a qualquer forma de assédio moral aos estudantes grevistas, na prorrogação do pagamento das bolsas e demais prazos definidos pelas agências de fomento às pesquisas (CAPES, CNPq, Fundações de Amparo às Pesquisas, etc).

No sentido de construir nossa luta, conclamamos todos os pós-graduandos do Brasil a participarem dessa greve nacional em defesa das universidades públicas. Convidamos as Associações de Pós-Graduandos (APGs) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) a se integrarem tanto no apoio aos docentes, técnicos-administrativos e estudantes de graduação, quanto a aderirem à greve dos pós-graduandos.

É fundamental construirmos um movimento nacional que consiga levar adiante as reivindicações específicas dos pós-graduandos e unificá-las às pautas das demais categorias em greve. Por isso, convocamos a construção de um Comando Nacional dos Pós-Graduandos, que se integre ao Comando Nacional dos Estudantes e negocie em nome dos pós-graduandos grevistas. Esta proposta foi levada e aprovada em reunião do Comando Nacional Estudantil, no dia 18/06. Nessa mesma direção, consideramos necessária a constituição de um Comando Nacional Unificado, que possa defender as reivindicações das três categorias em greve (docentes, estudantes e servidores) nas negociações com o governo.

Abaixo, apresentamos nossa pauta específica para incorporação às pautas do movimento nacional de greve nas universidades públicas:

– Universalização das bolsas de pesquisa;

– Reajuste das bolsas de pesquisa em, pelo menos, 40% de seu valor atual;

– Assistência estudantil como bandeira de unidade com o movimento de graduação (alojamento, creche, restaurantes universitários);

– Melhores condições de trabalho e estudo – reformas de salas de aula, melhorias das bibliotecas (acervo bibliográfico e espaço físico), reforma/criação de laboratórios;

– Flexibilidade dos prazos das agencias de fomento;

– Revisão dos critérios produtivistas da Capes e do CNPq;

– Exigência da suspensão do calendário letivo da pós-graduação;

– Garantia do direito de greve dos pós-graduandos.

A pós ta na luta!

Aeroporto em Vitória: como assim?

Foto do que será o Aeroporto de Vitória em 2055 (rs).

Faz exatamente dois anos que estou morando em Vitória/ES, e faz exatos dois anos que leio nos jornais e sites de noticias que será construida uma nova de torre de controle no aeroporto de vitória, mas não só isso, que vai ser ampliada a pista, que vai reiniciar as obras da nova pista, que vai bla bla bla bla…..

É, a quantidade de mentira que se vende quando se fala no Aeroporto Eurico Sales é impressionante, principalmente, se for discurso do Renato CasaGrandeSenzala, ou então do Senador das criancinhas, o pastor musico Magno Malta.

Alguns poderiam dizer que Aeroporto não é prioridade para o país, pois quem usa aeroporto são as classes abastadas. Bom, isso já deixou de ser verdade a alguns anos, e a tendência é avançar ainda mais, porém contudo todavia, as passagens aéreas que tem como destino Vitória, estão com preços parecidos com os voos para Manaus, Bélém, etc etc etc….ai sim, vamos continuar com um aeroporto de fundo de quintal mas com a elite capixaba avuando cada vez mais.

Tráfico proíbe a venda de crack em favelas do Rio

O tráfico de drogas vai proibir a venda de crack nas favelas do Jacarezinho, Mandela e de Manguinhos. A informação foi publicada na coluna de Ancelmo Gois de hoje com a foto acima. A medida, decidida pela maior facção do tráfico no Rio, ocorre dois meses depois de lançado no Rio o programa “Crack, é possível vencer” — do governo federal.

A ordem de proibir a venda de crack partiu de chefes do tráfico, que estão presos. A informação vinha circulando pelas comunidades, mas ontem pela primeira vez apareceu o cartaz anunciando a proibição, “em breve”, ao lado da cracolândia da favela Mandela, na Rua Leopoldo Bulhões, na chamada Faixa de Gaza. Os traficantes ainda têm ali cerca de dez quilos de crack. Cada pedra custa R$ 10,00. Há informações de que os criminosos temem que a Força Nacional de Segurança ocupe aquelas favelas, como ocorreu na comunidade Santo Amaro, no Catete, onde está há um mês e já apreendeu 1.513 pedras.

— Gostaria que essa decisão se espalhasse por todas as favelas do Rio porque o crack é uma droga devastadora e tem produzido só dor e sofrimento —  diz o líder do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, que desde 2009 faz trabalhos sociais na Mandela.

Durante muito tempo o crack era vendido apenas em São Paulo. Dizia a lenda que os traficantes do Rio não queriam produzir “zumbis”. Dependentes de crack vivem nas imediações das bocas de fumo, atraindo a atenção da mídia e de operações do poder público. O tráfico no Rio alegava que a clientela de crack — miserável — traria problemas à venda de maconha e cocaína, mas capitulou após supostas alianças com a facção paulista, e começaram a oferecer o entorpecente vendido junto com a cocaína.

O combate ao crack virou uma questão de honra para o governo Dilma, que anunciou investimentos da ordem de R$ 4 bilhões no programa lançado em dezembro do ano passado. A grande dificuldade, segundo o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, é a falta de pessoal capacitado para lidar com os dependentes de crack em todo o país. No Rio o programa foi implantado em abril, com a participação do governo do estado e da prefeitura. Só no Estado do Rio, a previsão de verbas da União é de R$ 240 milhões.

De alguma forma a prioridade dada pelo governo ao combate ao crack chegou ao conhecimento dos chefes da maior facção criminosa, que vende a droga nas favelas. Um sinal de que o governo federal vai combater com firmeza o problema pode estar no envio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) ao Rio, apesar do desinteresse inicial manifestado pelo governo do estado. No domingo fez um mês que integrantes da Força Nacional de Segurança — a tropa de elite subordinada ao Ministério da Justiça — ocuparam a comunidade de Santo Amaro, que ainda não foi pacificada, na Zona Sul do Rio. Em um mês de ocupação, a Força Nacional realizou na favela 6.929 abordagens e apreendeu 650 papelotes de cocaína, 1513 pedras de crack, 840 gramas de maconha. Além disso, foram recolhidas munições, explosivos e armas.
Durante 180 dias, serão realizadas ações de polícia ostensiva, judiciária, bombeiros e perícia, em apoio às Secretarias de Saúde, Assistência Social e de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas onde serão desenvolvidas as ações de implantação do Programa Crack, é Possível Vencer.

Nas favelas de Manguinhos, traficantes foram informados que a área poderia ser ocupada pela Força Nacional se o crack não fosse retirado de lá. Isso pode ter motivado a decisão dos traficantes. A decisão agradou muitos moradores da favela Mandela. Eles são testemunhas diárias do estrago causado pelo crack na comunidade. No Jacarezinho é possível ver usuários de crack na entrada da favela, mesmo por quem passa no asfalto. As operações policiais têm sido recorrentes, mas o problema está longe de ser resolvido.

Há três anos fazendo trabalhos sociais na favela Mandela, o líder do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, afirma que tem visto a tragédia causada pelo crack na comunidade. Ele lembra que já teve que solicitar ajuda da Justiça para levar a um abrigo três crianças que eram abandonadas pelos pais, usuários de crack. A ONG Rio de Paz — que nasceu envolvida cm a redução de homicídios — tem um projeto social, que prevê a construção de uma padaria-escola e o apadrinhamento de crianças por famílias de classe média — até a universidade.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/06/19/trafico-proibe-venda-de-crack-em-favelas-do-rio-451154.asp