Dilma ridiculariza o serviço público

 

A presidente Dilma Roussef assusta mais uma vez com seu comportamento que mais parece uma general de 10 estrelas, como cantaria Renato Russo, mas que não tem o C… na mão. Agora ela vem com mais uma dessas suas ORDENS inquestionáveis, “indialogáveis” (sic), intransponíveis, determinando que as negociações com os funcionários públicos em greve sejam interrompidas até a segunda quinzena de agosto quando ela irá apresentar propostas, dando apenas 10 dias para o funcionalismo decidir se aceitam ou não, pois em 30 de agosto finalizar o prazo para o fechamento do orçamento 2013. Então, advinhem o que vem por ai?

Muitos poderão dizer: que bom que temos uma presidente que decide e toma posições contra essa cambada de vagabundos de funcionários públicos!! uhmm, que coisa!!! Esses mesmos vagabundos são aqueles que fazem pesquisas sem estar com o rabo preso com empresas que lucram lucram e lucram, são os mesmos vagabundos que estão na PF, na AGU, na CGU, nas Agências, nas Universidades Federais, nos Hospitais Universitários e Federais, etc etc etc e etc…tão vagabundos que passaram por processos seletivos que mais parecem triturador de carne encefálica, e que acabam por selecionar os mais, mais e mais disciplinados e dedicados.

No entanto, os salários do funcionalismo ficaram, nos últimos 4 anos, absolutamente defasados. Não houveram reajustes. E quando houve, não chegou perto da inflação. Diferentemente dos trabalhodores da iniciativa privada que estão recebendo aumentos acima da inflação a mais de 8 anos.

Não quero aqui colocar uma discussão sobre quem ganha mais ou menos, mesmo que já esteja fazendo. E também não vou ficar aqui, dizendo que existem funcionários que não trabalham, que não fazem nada e recebem ótimos salários. Tudo bem, concordo. Mas por causa de uma parte dos funcionários vamos deixar que o Estado não assuma a SUA responsabilidade de ter os melhores quadros para que possamos ter os melhores serviços públicos disponíveis?

Quero sim ser atendido pelos melhores médicos, saber que os pesquisadores fazem pesquisas em função do bem estar coletivo, que pilotos, advogados, professores, nutricionistas, contadores, assistentes sociais, engenheiros, etc etc etc sejam os melhores e que estes estejam no serviço público, pois serão estes que estarão pensando o coletivo, o público, o país hoje, amanhã e para os próximos 10, 20, 30 ou 40 anos.

É por isso, que mais uma vez, me assusto com uma atitude tão perversa e violenta da presidente, que advinda do PDT e PT, sendo uma ex-guerrilheira, democráta, afirmando-se a favor do fim da desigualdade social e da miséria, atua mais como uma capitalista com C maiusculo, que preocupa-se acima de tudo, com as faculdades e universidades particulares, com as montadoras, com as imensas obras do PAC (executas por empresas 50 vezes maior que a Delta, e que logicamente financiaram e irão financiar o PT e a base aliada nas próximas eleições).

 André Michelato

‘FHC plagiou intelectuais banidos pela ditadura’

Texto de Nildo Ouriques – publicado na Carta Capital

Foram necessários 43 anos para que Subdesenvolvimento e Revolução, do mineiro Ruy Mauro Marini, desse o ar da graça no Brasil. Publicada pela primeira vez no México em 1969, a obra clássica do marxismo brasileiro ganhou edições em diversos países, inclusive naqueles da América Latina a viver sob o jugo de ditaduras. O que nos leva a perguntar: por que tanto tempo para se reconhecer um grande intelectual brasileiro? Marini (1932-1998), presidente da Política Operária (Polop) e autor de Dialética e Dependência, passou 20 anos no exílio a partir do golpe de 1964. Professor no México e no Chile, onde dirigiu o Movimento de Izquierda Revolucionária (MIR), ele não era, é óbvio, bem-vindo pela ditadura brasileira.

Sua obra continuou, porém, a ser censurada durante a chamada “transição democrática”. Nas palavras de Nildo Ouriques, autor da apresentação de Subdesenvolvimento e Revolução (Editora Insular, 2012, 270 págs.), professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina e ex-presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, a hegemonia liberal “monitorada” por Washington queria uma transição isenta de teorias radicais como aquelas de subdesenvolvimento e dependência de Marini.

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Segundo Ouriques, nessa empreitada para marginalizar radicais, Fernando Henrique Cardoso e José Serra serviram à hegemonia liberal e, entre outros feitos, adulteraram um famoso texto de Marini. Na esteira, FHC pegou carona para “formular” a teoria da dependência que o tornou famoso. Subdesenvolvimento e Revolução, iniciativa do Iela-UFSC, inaugura a coleção de livros críticos que serão publicados pela primeira vez no Brasil pela Pátria Grande: Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano.

CartaCapital: Como explicar a popularidade intelectual de Ruy Mauro Marini mundo afora? Nildo Ouriques: A importância do Marini é teórica e política. Ele tinha rigor teórico, metodológico, e expressava a visão da ortodoxia marxista. Na experiência brasileira, e aqui me refiro ao grande movimento de massas interrompido com a derrubada de João Goulart em 1964, ele polemizou a tese socialista chilena no sentido de afirmar os limites da transição pacífica ao socialismo. Soube usar a pista deixada por André Gunder Frank do desenvolvimento do subdesenvolvimento e fez a melhor crítica aos postulados estruturalistas dos cepalinos. Fernando Henrique Cardoso, José Serra e em parte Maria da Conceição Tavares divulgavam o debate sobre a dependência como se não fosse possível haver desenvolvimento no Brasil. Para Marini, haveria desenvolvimento, mas seria o desenvolvimento do subdesenvolvimento. A tese de Frank tinha consistência, mas não estava sustentada plenamente na concepção marxista. Marini, por meio da dialética da dependência, deu acabamento para a tese que é insuperável até hoje. Daí a repercussão do seu trabalho na Itália, França, Alemanha, sobretudo nos demais países latino-americanos, inclusive aqueles submetidos a ditaduras, com exceção do Brasil.

CC: O senhor escreveu na introdução do livro que a teoria da dependência de Fernando Henrique Cardoso foi influenciada pela hegemonia liberal burguesa. NO: Indiscutivelmente. Os fatos agora demonstram claramente que FHC estava a favor de um projeto de Washington de conter movimentos intelectuais radicais no Brasil. Uma das metas de Fernando Henrique e José Serra era minar o terreno de radicais como Marini. Em 1978, Fernando Henrique e Serra, que havia ganhado uma bolsa nos Estados Unidos, passaram, na volta ao Brasil, pelo México. Marini dirigia a Revista Mexicana de Sociologia (RMS), da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam). Eles deixaram um texto de crítica ao Marini, As Desventuras da Dialética da Dependência, assinado por ambos. Marini disse que publicaria o texto desde que na mesma edição da RMS de 1978 constasse uma resposta crítica de sua autoria. FHC e Serra concordaram. E assim foi feito. Em 1979, FHC e Serra publicaram As Desventuras nos Cadernos do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) número 23. A dupla desrespeitou a prática editorial que Marini lhes reservou no México. Em suma, a resposta de Marini não foi publicada aqui.

Após 43 anos. O livro de Marini, censurado durante a “transição democrática” chega enfim ao Brasil

CC: FHC e Serra teriam adulterado o texto por eles assinado ao se referir a um conceito econômico de Marini. NO: Alteraram um conceito fundamental na teoria de Marini: o da economia exportadora. Marini previa a redução do mercado interno e a apologia da economia exportadora no Brasil. Segundo ele, com a superexploração da força de trabalho não há salário e mercado interno para garantir a reprodução ampliada do capital de maneira permanente. A veloz tendência da expansão das empresas brasileiras força-as a sair do País, e no exterior elas encontram outras burguesias ultracompetitivas. Fernando Henrique e Serra mudaram o conceito de “economia exportadora” e substituíram por “economia agroexportadora” no texto publicado pelo Cebrap. Marini falava que o Brasil exportaria produtos industriais, inclusive aviões, como de fato exportamos. Mas isso não muda nada. A tendência da economia exportadora implica a drástica limitação do mercado interno. FHC e Serra queriam levantar a hipótese de que Marini não previa a possibilidade de o Brasil se industrializar. Em suma, Marini seria, segundo FHC e Serra, o autor da tese de que no Brasil se estava criando uma economia agroexportadora. Essa adulteração do texto numa questão tão central não ocorre por acaso.

CC: Mas FHC, apesar disso, é tido como o pai da teoria da dependência. NO: É rigorosamente falso e irônico. Ele e Serra tinham a meta de bloquear essa tendência mais radical, mais ortodoxa, mais rigorosa do ponto de vista analítico de, entre outros, Marini, e pegaram carona. Daí a astúcia, no interior do debate mais importante na área de Ciências Sociais na América Latina: o da teoria da dependência. E nesse contexto se apresentaram como os pais da famosa teoria, especialmente FHC, quando em parceria com Enzo Falleto publica Dependência e Desenvolvimento na América Latina. À época, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) já não tinha condições para defender seus projetos teórico e político, e eles se apresentam como interlocutores nesse debate. Visavam por um lado recuperar as posições cepalinas e de outro evitar o radicalismo político. E foram exitosos, turbinados pelas elites nacional e internacional favoráveis a um projeto de transição lenta, gradual e segura. Um projeto dessa natureza precisa ter uma direita clássica, fascista etc., e também uma versão liberal na qual se encaixa Fernando Henrique Cardoso.

CC: E o que ele representava? NO: De fato, ele encabeçou a oposição liberal à ditadura. Tornou-se suplente de senador de Franco Montoro e logo em seguida com a eleição deste para o governo do estado se transformou no grande modelo de intelectual político “dentro da ordem”, para usar uma feliz expressão de Florestan Fernandes. Não é um movimento fútil o de FHC. Ele percebe a política do Partido Democrático em Washington, no sentido de democratizar o Brasil, percebe o movimento da elite empresarial em São Paulo por meio do manifesto de 1977 contra o gigantismo estatal e percebe o movimento de massa pelo crescimento do MDB. E assim teve uma brilhante carreira política. Idem o Serra, para falar de políticos mais notórios. E conseguiram produzir numerosos intelectuais no mundo universitário, exceto a intelectualidade que estava mais presa a um novo sindicalismo e ao petismo.

CC: O FHC parece não ter muita credibilidade no mundo acadêmico. NO: Ele não tem uma obra. Fernando Henrique é no máximo um polemista no interior de um debate acadêmico (dependência) no qual ele não era a figura principal. Mas cumpriu o papel decisivo no sentido de bloquear, coisa que fez com certa eficácia, as correntes mais vitais desse debate. Teve êxito especialmente com a obra de Marini, mas também com livros muito importantes de Theotonio dos Santos, Imperialismo e Dependência, ou Socialismo ou Fascismo, o Novo Dilema Latino-Americano, este publicado até em chinês, mas jamais no Brasil.

CC: Marini concordaria com o senhor que o discurso sobre a nova classe média é uma forma de legitimar o subdesenvolvimento no Brasil? NO: Completamente. Esse debate esconde algo fundamental, a gigantesca concentração de renda. Enquanto se fala na ascensão da classe média, a pobreza é muito maior: 76% da população economicamente ativa vive com até três salários mínimos, 1,5 mil reais. Ou seja, nem sequer alcançam o salário mínimo do Dieese. Com meu salário de professor em greve (por aumento salarial), pertenço aos 24% mais ricos da sociedade, ao lado do Eike Batista.

CC: Mas, de fato, Lula elevou o nível de vida de milhões de brasileiros. NO: Lula fez política social. O problema de Fernando Henrique e José Serra é que eles odeiam o povo. FHC não tinha uma política social para o País. Mas política social não traz emprego e renda. Num país subdesenvolvido, inclusive numa estratégia revolucionária, é preciso ter programas emergenciais. A estratégia da erradicação da pobreza de Dilma Rousseff não pode ser realizada exclusivamente com política social. O petismo está mostrando seus limites porque terá de confrontar o poder, o prestígio social e a elite. Se não enfrentar tudo isso, será devorado.

Dilma manda suspender negociações com servidores públicos em greve

No primeiro dia de despachos após a viagem  a Londres,  para a abertura da Olimpíada 2012, a presidente Dilma Rousseff, mais uma vez,  endureceu com os servidores públicos federais que estão em greve. Ela mandou que  os responsáveis por receber as lideranças do movimento suspendessem todas as  negociações até a segunda quinzena de agosto. O Palácio do Planalto tinha hoje  como data-limite para apresentar uma resposta às reivindicações levadas ao  Ministério do Planejamento durante os mais de 40 dias de paralisação. Em  comunicado enviado aos sindicatos, prorrogou a divulgação de propostas para o  período entre 13 e 17 de agosto.
No ofício do  Planejamento, no entanto, não há qualquer justificativa para a decisão.  Procurada pelo Correio, a assessoria de imprensa da Secretaria de Relações do Trabalho  (SRT) do órgão explicou que não haverá, por ora, reuniões para que as  autoridades tenham condições de trabalhar, já que, ultimamente, toda a jornada  de trabalho delas estava sendo tomada pelas negociações.

A determinação da presidente causou indignação entre os  grevistas. Os líderes sindicais anunciaram que vão reforçar as manifestações ao  longo das próximas semanas. “Foi o próprio governo que estipulou essa data e,  agora, está descumprindo com o prometido. Isso nos leva a pensar que o Palácio  do Planalto acha interessante que a greve continue no serviço público ou está  fazendo de conta que a paralisação não existe”, reclamou o presidente da  Confederação dos Trabalhadores  no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo.
A  entidade, que representa 80% dos trabalhadores do Executivo, diz que o Dia  Nacional de Lutas, marcado para hoje, com manifestações em todo o país, será  intensificado com a revolta dos servidores devido ao novo prazo marcado pelo  governo. A prorrogação aumentou o ceticismo entre os servidores. O presidente do  Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil  (Sindifisco), Pedro Delarue, não espera grandes novidades no dia 13, e tacha o  adiamento estipulado pela Presidência de previsível. “Nós já havíamos adiantado  isso: o governo tem apresentado essa forma pouco honesta de negociar desde o ano  passado”, afirmou.
Para Delarue, a proposta não sairá em duas semanas, e  o prazo será protelado novamente até o fim do mês. Ele acredita que, em 31 de  agosto, o governo não vai acatar nenhuma das reivindicações (veja arte) da  categoria ou, no máximo, vai aceitar a reposição da inflação de 2012 em 2013.  Caso o Executivo opte por essa alternativa, diz Delarue, a paralisação será  mantida, mesmo após o fim do prazo para encaixe no orçamento. “Nossa greve não  tem data para acabar. O governo que mude a lei”, protestou.

Panfletagem
Servidores públicos federais de 13 órgãos, em greve há  43 dias, fizeram na tarde de ontem uma panfletagem na Rodoviária do Plano  Piloto, em Brasília, em prol da campanha salarial de 2012. De acordo com a  Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o  objetivo do ato foi conscientizar a população em relação aos motivos que levaram  as categorias a interromper as atividades. E as lideranças prometeram que devem  permanecer de braços cruzados até 31 de agosto, prazo-limite para o Ministério  do Planejamento fechar o orçamento para 2013.
Se até lá o Executivo não  apresentar nenhuma proposta aos trabalhadores, os sindicatos terão que decidir  se retornam ou não ao trabalho. “Após essa data, não terá mais nada a fazer para  2013. Cabe aos sindicatos decidirem se vamos voltar ao trabalho ou continuar em  greve e iniciar a campanha salarial para (o orçamento de) 2014”, ironizou o  diretor da Condsef Carlos Henrique Ferreira.
Porém os  sindicalistas se mostraram otimistas e afirmaram que a distribuição do material informativo  garantiu a transparência do serviço público diante da sociedade. “O evento de  hoje (ontem) foi importante para que possamos esclarecer as dúvidas das pessoas  em relação ao movimento e explicar que a culpa de estarmos protestando é do  governo”, ressaltou Ferreira.

Ato de repúdio
Em Brasília, os servidores devem se reunir às 9h de hoje, na Esplanada dos  Ministérios, em frente à Catedral. De acordo com a Condsef, não há um roteiro  definido, mas os manifestantes devem manter a caminhada usual, até o bloco C,  que abriga o Ministério do Planejamento. A caminhada deve prejudicar o trânsito  no local. A última marcha organizada pelos servidores públicos federais, em 17  de julho, chegou a reunir cerca de 10 mil manifestantes. O trânsito nas seis  faixas do Eixo Monumental teve de ser interrompido.

Texto extraído de: Correio Braziliense – http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/07/31/internas_economia,314356/dilma-manda-suspender-negociacoes-com-servidores-publicos-em-greve.shtml

Hugo Chavez no Mercosul: uma relação meramente econômica

Por André Michelato

Aos mais empolgados e animados com a entrada de Hugo Chavez no Mercosul, aviso para ir devagar com o andô, pois a relação que o Mercosul, e logicamente a relação que o Brasil vai estabelecer com a Venezuela, esta e será pautada única e exclusivamente pela relação econômica. Enganam-se aqueles que acreditam que a entrada da Venezuela no Mercosul tem as impressões digitais do socialismo e da transformação política e econômica da AL.

Obviamente, que a entrada da Venezuela, sob a batuta de Hugo Chavez, implicará em espaço para que ele ganhem em legitimidade na AL, assim espera-se. Porém, não há como acreditar que esta fala implicará em uma avanço e na irradiação de um projeto socialista para a AL. Resumindo: a entrada da Venezuela esta ligada diretamente a ideia de amplificar as exportações de alimentos brasileiros. Um país que só sabe produzir petróleo e nada mais, necessita e esta ávido por alimentos e tudo o que for industrializado. Desta forma, em tempos de crise internacional, de quebra da Espanha, Itália, EUA, bla bla bla…a saída mais rápida e perspicaz é ampliar as relaões comerciais com quem tem petróleo, que ainda é o único néctar anti crise do planeta.

Assim, mesmo a direita e a mídia conservadora brasileira aceitam e o recebem com pompas de O Grande salvador da pátria.

Agora temos que lembrar, a entrada de Hugo Chavez no Mercosul, enterra em absoluto, pelo menos durante a sua gestão, esta e as demais que virão, a ALBA – Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos, sendo uma demonstração clara de que não teve condições e nem capacidade para avançar num projeto regional, aí sim, socialista. Infelizmente, agora é colocar o bonézinho na cabeça e seguir fazendo jus aos seus 3,5 milhões de barris de petróleo bruto dia.

Mas é bom lembrar, agora somos mais fortes economicamente, pois com o ingresso da Venezuela, o Mercosul contará com uma população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), registrando um Produto Interno Bruto (PIB) em valores correntes de US$ 3,3 trilhões (o equivalente a 83,2% do PIB sul-americano) e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área da América do Sul), de acordo com o Itamaraty.

E dá-lhe capitalismo na veia!!!!

Universidades se armam contra o plágio

Matéria publicada na Gazeta do Povo – dia 30/07/2012

As universidades estão cada vez mais atentas para inibir a prática do plágio em monografias, dissertações e teses – um problema que compromete a imagem do pesquisador e da instituição por ter aceitado um trabalho acadêmico que não é inédito. Entre as punições adotadas quando a cópia é comprovada estão a anulação do trabalho, a suspensão do estudante ou até a sua expulsão. Sem falar na possibilidade de o aluno ter de responder a acusações na Justiça por quebra de direitos autorais.

As formas mais comuns adotadas pelos professores para identificar o plágio são o uso de ferramentas de busca na internet e de programas de computador que têm essa finalidade específica. Entre os adeptos desses recursos estão docentes do FAE Cento Universitário e das universidades Positivo (UP), Federal (UFPR), Católica (PUCPR) e Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Entretanto, não é exagero dizer que no Centro Universitário Curitiba funciona um verdadeiro esquadrão antiplágio. Assim que a monografia é entregue ao setor responsável, ela é submetida a um software desenvolvido por um professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – na modalidade “rigorosa”. Depois disso, três funcionários estão escalados para fazer a verificação manual – uma pesquisa dos trabalhos em sites de busca na internet.

“Quando trechos suspeitos são encontrados, imprimimos e entregamos direto para o orientador do trabalho, que é quem decide se é caso de erro de formatação ou de plágio”, explica Eloete Camilli Oliveira, supervisora de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). E isso não é feito às escondidas. Antes de cada semestre, todos os alunos ficam sabendo dos procedimentos adotados.

Verificador

Nas aulas de Metodologia da professora Faimara do Rocio Strauhs, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), os próprios alunos podem passar seus trabalhos pelo software Farejador de Plágio (FDP). “É suficiente, é barato e é ligado à internet. A base de dados é atualizada quando se coloca on-line”, conta.

Faimara diz que os alunos se interessam em usar o programa, mas não deixam de brincar com a sigla dele. “Alguns chamam [o programa] de outras palavras que têm as mesmas iniciais e já ouvi até falarem que está sendo desenvolvido um programa que possa anular o verificador de plágio. A verdade é que, depois que passamos a usar o antiplágio, esses casos diminuíram em 80%”, revela.

Depois que foram noticiados os investimentos de quatro universidades cariocas em ações antiplágio – duas instituições adquiriram softwares com esse intuito, outra criou um departamento voltado à investigação dos casos e a quarta elaborou uma cartilha informativa –, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) também resolveu fechar o cerco a quem não entrega trabalhos com conteúdo original.

“Já temos um programa de livre acesso, mas ele é limitado. Só compara textos quando os dois estão na internet. Agora estamos na fase de escolha de um novo software e devemos entrar em contato com a UFRJ para saber qual é a melhor opção no mercado”, conta Rozangela Curi Pedrosa, diretora do Departamento de Inovação Tecnológica, que investiga, por ano, pelo menos quatro casos de denúncia de plágio oficializados na universidade catarinense.

Combinação explosiva

O plágio em si não é novidade em trabalhos científicos, contudo, a prática ganhou força com o avanço da internet e também com a própria característica dos estudantes. De acordo com o professor de Políticas Públicas do FAE Centro Universitário Dennys Robson Girardi, a combinação entre o perfil da geração Y e a infinidade de informações da internet impulsionou o crescimento do plágio. “Eles [alunos] querem facilidade e resolução rápida e a internet tem muitos sites que vendem trabalhos prontos. Pela falta de tradição e de experiência em pesquisa, os estudantes acabam com o problema do plágio”, afirma.

Corrida Eleitoral em Vitória

Saíram os primeiros números sobre as eleições municipais em Vitória/ES. A Gazeta online já publicou uma matéria, e como sempre, já esta tendenciosamente puxando para o lado do Sr. Rio de Janeiro, Luiz Paulo, distinto senhor que mora e trabalha no Rio, mas já foi e quer ser prefeito da colônia. Enfim!!

Segundo a matéria da Gazeta, Luiz Paulo tem 37%, Luciano Resende tem 27%, Iriny com 13% e Biase tem 0,3% dos votos. Comparando com a pesquisa realizada em Maio, o Sr. Rio de Janeiro mantém os pontos, Resende caiu 6, Iriny manteve os 13% e de Biase manteve abaixo do 1%.

Realmente será uma disputa e tanto. O PT, atual suposto mandatário do executivo municipal, terá que fazer um esforço descomunal para reverter esta situação, o que levará a uma batalha campal. Já o Senhor RJ, com o apoio velado de PH-CasagrandeCenzala, irá pranchar, surfar com leveza e tranquilidade, a não ser que o Luciano Resende lhe dê problemas, o que não é tão esperado assim.

É importante considerar que ainda temos a campanha eleitoral toda para ser realizada. Muitas coisas podem acontecer, no entanto, sem militância e sem campanha de rua, a perspectiva que o processo de cristalização dos números venha acontecer, pois cada vez mais estamos adentrando em períodos eleitorais cada vez mais apáticos e sem coração.

Mas temos que considerar que temos ainda 10% de eleitores de branco ou nulo e 8% de indecisos, além daqueles que respondem às pesquisas de forma absolutamente sem compromisso. Aí, podemos considerar uns 30% de possibilidade de pessoas que irão tomar uma decisão ainda, e mais os erros destas ditas pesquisas (que as vezes são espúrios), o que pode mudar o cenário da campanha, o que é dificil, mas não impossível de ser considerado.

Agora é acompanhar e participar.

A oposição encolheu ainda mais

Publicado no http://www.roseliabrao.com/index.php?id=1487

Quem constata é o senador paranaense Alvaro Dias, do PSDB, em seu blog: com a saída dos deputados Fernando Francischini e João Caldas do PSDB para o recém-criado PEN, a oposição brasileira encolheu ainda mais e atingiu uma nova marca histórica. Agora, os quatro partidos que se opõem ao governo da presidente Dilma Rousseff somam 89 deputados, ou 17,3% das cadeiras na Câmara.

No Senado, o percentual é praticamente o mesmo. De 81 Senadores, apenas 15 estão na oposição, atesta o senador. — O número não encontra precedentes mesmo durante o regime militar: na Câmara, o oposicionista MDB nunca teve menos de 28% das vagas – apesar de, entre os senadores, o predomínio governista ter sido maior. O desiquilibrio da representação popular é ruim para a instituição parlamentar, para a democracia e o país, lamenta.

Assembléia de Professores da UFES decidem pela continuidade da Greve por tempo indeterminado

Os professores da UFES reunidos em assembléia geral, no dia 19 de julho de 2012, para debater e votar a proposta do governo Dilma sobre o plano de carreira e, consequentemente, a continuidade da greve, votaram por unanimidade a rejeição absoluta da proposta do governo, seja em relação as proposições conceituais, como também a proposta do “dito” reajuste salarial.

100% das falas, sejam dos mais progressitas ou mesmo dos/as mais conservadores/as foram de refutar veementemente a proposta do governo, seja pela forma e conteúdo da proposta apresenta, mas também pela forma como o Ministério da Educação deu publicidade e efeito midiatico a proposta, que ganhou contornos de um grande e super acordo salarial. Mas que VERDADEIRAMENTE reduz o salário dos professores, aumenta a carga horária em sala de aula (reduzindo as horas investidas em pesquisa e extensão), como também permite professores de Dedicação Exclusiva (que não podem trabalhar fora da universidade) passarem a vender seu trabalho para empresas e governos, ou seja, a privatização da universidade, além de outras questões, que demonstram claramente a vontade e o desejo do governo em desmontar o Ensino Público brasileiro.

Desta forma, infelizmente, mas infelizmente mesmo, continuamos em greve.