Eleições em Terras Capixabas: um vácuo de sentidos e sentimentos

Estou vivenciando a segunda campanha eleitoral em terras capixabas, e pela segunda vez estou passando pela mesma experiência: não existe campanha eleitoral no Espirito Santo!  A não ser pelo PSOL, não vejo os demais partidos, os demais canditados/as estabelecendo formas de diálogo com a população, a não ser a velha forma de ir as comunidades e a mídia (comprada!!!).

Nas ruas a campanha eleitoral não existe. Entre as pessoas com quem converso (e não são poucas, pois convivo dioturnamente numa Universidade Pública), com quem convivo profissional e pessoalmente, NUNCA fui abordado e questionado sobre meus poscionamentos políticos. Nunca!!!! A não ser por pessoas que ligadas ou simpatizantes do PSOL.

No Espirito Santo a política partidária me parece algo tão distante, tão mau falado, tão mau visto, algo que não faz e não deve fazer parte da vida das pessoas. Esta COISA chamada gestão dos bens coletivos do mundo da vida, ou seja, a política que se faz na escolha de quem lidera e decide o destino dos bens coletivos, deve ser abortado, deve ser expulso, não deve fazer parte do mundo da vida. Resultado: uma elite putrefata que manda e desmanda no Estado a décadas, mesmo quando o PT passou pelo Estado ainda na década de 90, teve posicionamentos de uma elite atrelada a famílias, a grana e ao poder.

É uma história que parece TER fim, pois não há como ser eterno, mesmo porque é um Estado que tem pessoas que discutem, se preocupam, interferem na vida política, mas infelizmente ainda não tem legitimidade nas relações sociais e políticas. Ainda será necessário mais de uma geração para tentar algumas mudanças neste status quo que mais parece uma massa pastosa amorfa que gruda em grupos e pessoas que representam grupelhos empresariais e de concentração de poder político.

Porém, não é necessário pensar no futuro. A recente história da política neste Estado demonstra o quanto isto esta presente. O todo poderoso ex-governador Paulo Hartung (PH) manda e desmanda nas forças políticas do Estado, mas que em tempos de agitação eleitoral atua de forma quieta, escamoteada, por debaixo dos panos, no tapetão, mesmo porque uma estratégia como estas lhe garante menos riscos em tempos de farpas e pontapés eleitorais.

De outro lado, o atual governador, Renato Casagrande-Cenzala (claramente o senhor de engenho!!!), eleito nas últimas eleições com 84% dos votos válidos, quase uma ditadura popular, rs, só aparece na mídia e publicamente, para “sair na foto” sempre bem arrumado, mostrando seus feitos, em contrapartida não se vê criticas fortes, duras, estruturais ao seu governo, quando estas existem, é pelo mesmo motivo de quando não existem, interesses e brigas por mais espaço na dinastia PH/Casagrande.

Pelo momento é o que sinto: um grande vácuo de sentido e sentimentos!!!!

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