Professores universitários: o conservadorismo em pessoa!!! muito prazer…

Nas linhas abaixo, vou contar uma breve impressão da realidade que tive dias atrás, embora não seja regra (quero acreditar nisto), mas acho que tem uma boa dose de realidade sim. Vamos lá:

No dia 27 de agosto de 2012, li um post no Facebook de uma pessoa que é professor/a universitário/a e que tinha  neste post o objetivo de mostrar, apresentar, dizer o quanto tinha sido produtivo/a nestes mais de 100 dias de greve. Foi então relatando que leu tantos livros, escreveu não sei quanto livros e artigos, revisou monografias, dissertações e teses, elaborou projetos de extensão e de iniciação científica, além de outras tantas e tantas coisas….

Realmente, devemos parabenizar um profissional como este, pois tem realizado e produzido de forma contundente para a sociedade. O que me espanta, me choca e me deixa ainda mais surpreso é que nestes mais de 100 dias esta pessoa não participou de uma assembléia, não fez um artigo sobre a greve, não participou de nenhum evento sobre a greve e muito menos disse se era a favor ou não da greve, embora saiba que seu departamento esteja totalmente parado. Pelo menos não se preocupou e muito menos teve a disposição de falar que estes mais de 100 dias foi e é um período de greve.

E assim, seguimos!! A greve irá acabar (algum dia!!!)…e as coisas continuam, quer dizer, pioraram. E por quê? Porque os ditos professores/as universitários não se envolvem com os processos de mobilização, com as manifestações, ou seja, não mostram a força que realmente DEVERIAM ter. E porquê? Porque temos diversas elites no interior desta dita categoria…mas da mesma forma, temos professores comprometidos e envolvidos e foi por esse motivo que as universidades públicas não foram privatizadas no Governo FHC, sob o mando do ex-ministro e ex-vivente Paulo Renato de Souza, e agora o bloqueio do plano de carreira que o governo apresentou em 2010 (mas ainda com muitosss problemas e complicadores).

Realmente, os professores universitários deste país estão cada vez mais conservadores e intransigentes à favor do produtivismo e contra a mudança da UNIVERSIDADE PÚBLICA, mesmo porque não acreditam que isso seja possível ou mesmo porque os tiram da zona de conforto do produtivismo acadêmico.

A questão continua: até quando irá esta greve?

Amém!

2 thoughts on “Professores universitários: o conservadorismo em pessoa!!! muito prazer…

  1. Gustavo Seabra diz:

    Olá André,

    O que você relata é exatamente o que ví acontecer na UFPE: Tínhamos 200+ professores votando a favor da continuidade da greve na assembléia, mas apareciam nos eventos programados apenas uns 10-15, isso contando membros do CLG. Ou seja, mesmo os que são “a favor da greve” querem é que alguém faça greve por eles. São “importantes demais” para se envolverem pessoalmente em afazeres tão mundanos. Na minha opinião, foi isso que derrotou os professores, não o governo.

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