A derrota dos docentes das Universidades Federais passa por aqui…

A derrota da greve do docentes das Universidades Públicas não é consenso, existem avaliações que dizem que saímos vitoriosos fundamentado nas ideias de que: conquistamos um reajuste salarial considerável, sendo que o governo queria 10 anos sem reajuste para o funcionalismo; foi o movimento paredista mais forte e amplo da história dos docentes universitários; demonstramos que o PROIFES é um sindicato governista que não tem objetivo nenhum de ouvir os professores/as; retiramos pontos importantes do plano de carreira apresentado pelo governo (as 12 horas na graduação a “quebra” da DE entre outros); pautamos o REUNI e a precarização do ensino público na agenda do governo e da ANDIFES; o envolvimento positivo da grande mídia na greve docente; a retirada do nível de Senior e inclusão do Titular na carreira…mas enfim…esse é o blá blá blá dos que dizem que esta greve foi vitoriosa e muito bem sucedida.

Agora vem os que assumem uma posição de que esta greve foi uma, ou melhor, foi a maior derrota que o movimento paredista docente pôde conhecer na sua história. E quais são estes motivos? Digamos de forma rápida e rasa, que já é absolutamente suficiente. O governo NÃO OUVIU, NÃO FALOU, NÃO RECONHECEU o ANDES nesta greve. Como resultado, tivemos um péssimo acordo firmado entre o PROIFES (o sindicato que não existe oficialmente e que tem 6 universidades na sua base sindical) e o Governo, que não incluiu nenhum ponto da pauta do ANDES (que tem 53 universidades na sua base sindical) e que piorou o atual plano de carreira docente, instituído em 1987.

Este não reconhecimento não ocorreu apenas durante a greve, mas vem desde agosto de 2010. Na minha opinião este foi e é o MAIOR motivo da derrota do movimento paredista.

Foi nós quem avançamos? Avançamos em quê? Nós fomos avançados. E se avançamos, foi prorrogar o desastre maior para o Grupo de Trabalho que irá discutir a carreira docente ainda este ano e que tem 75% de representantes do Governo. Ou seja….!!???

Podem apresentar um, dois, três, vinte motivos para justificar o suposto sucesso da greve. Não acredito. Acredito sim que a derrota nasce da falta de habilidade e incompetência (isso mesmo, incompetência) do Governo Dilma, e logicamente da própria, em negociar, ouvir, debater e chegar a um acordo. Assim como na negação de reconhecer no ANDES o sindicato que representa o debate da universidade pública brasileira.

O que vem depois da derrota? Alguns vão dizer – “chutar cachorro morto é facil!!”. Pelo contrário. Outras greves virão. O folego desta se foi, mas a indignação e a organização construída nesta greve é histórica. Fica e fica com força.

Aguardem…

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