PEC 241: segurança para o capital nos próximos 20 anos

Resultado de imagem para capital

A PEC 241, em debate no dia de hoje na Câmara dos Deputados, e logo mais será aprovada por maioria com certa folga, tem sido apresentada pelos governistas biônicos como algo que trará avanços para o emprego e para o desenvolvimento brasileiro, pois irá garantir que o Estado não gaste mais do que recolhe, e também esteja proibido de fazer dívidas para novos investimentos, e assim não pague juros, o que na visão destes é o principal elemento que tem gerado a crise e os problemas advindos desta. Com isto, o Estado e os futuros governos, estariam impedidos de investir para além da inflação, ou seja, se mesmo o país crescendo 5% do PIB, e com inflação zero, o que seria um cenário ideal, os governos estariam impedidos de investir em serviços públicos e infraestrutura.

Bom, mas se paramos ai, pensamos que apenas os rentistas e os bancos é que ganhariam algo com isto, não é mesmo? Mas como um governo conseguiria se sustentar por tanto tempo sem investir? E mesmo os setores mais a direita, como a elite agrária, necessitaram de investimentos em educação, infraestrutura, saúde, urbanização, pois com sua expansão, os serviços serão necessários para mão de obra qualificada, novas cidades, portos e estradas, enfim…Mas então, qual a razão que até mesmo a elite “produtiva” se posicionou a favor desta PEC? Os mais ingênuos irão corroborar com o discursos da esquerda e do centro-esquerda, que diz que esta PEC irá reduzir os serviços públicos e irá prejudicar grandemente a população brasileira. E isto seria real? Sim, com certeza. Mas a elite econômica brasileira não quer apenas aplicar seu capital nas bolsas e viver de renda, pois sabe dos riscos que estes investimentos possuem, eles querem é colonizar cada espaço, cada setor de serviços do país. E de que forma? Não basta ser muito inteligente, apenas imaginar que sem serviços públicos ou com serviços públicos extremamente precarizados, as pessoas precisarão buscar estes mesmos serviços nas empresas, e estas empresas terão a, aqui vem o pulo do gato, garantia de 20 anos para investir em educação, saúde, infra estrutura, etc etc, ou seja, serviços em geral, e estarão protegidos de governos que tenham uma perspectiva estatizante.

A PEC 241 nada mais é do que o aparato legal para que a iniciativa privada tenha todas as garantias de que investir em serviços, que deveriam ser públicos, terá retorno garantido…resultado disso: mais endividamento das pessoas, mais precarização do trabalho, pior qualidade dos serviços, exclusão da pobreza extrema de tudo, e por fim, mais acumulação do capital em poucas mãos….é a roda do capitalismo entrando no seu prumo ideal em terras tupiniquins….

 

Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica

 

Combater o mito da genialidade, a perversidade dos pequenos poderes e os “donos de Foucault” é fundamental para termos uma universidade melhor por Rosana Pinheiro-Machado — publicado Carta Capital 24/02/2016 03h37
A vaidade intelectual marca a vida acadêmica. Por trás do ego inflado, há uma máquina nefasta, marcada por brigas de núcleos, seitas, grosserias, humilhações, assédios, concursos e seleções fraudulentas. Mas em que medida nós mesmos não estamos perpetuando esse modus operandi para sobreviver no sistema? Poderíamos começar esse exercício auto reflexivo nos perguntando: estamos dividindo nossos colegas entre os “fracos” (ou os medíocres) e os “fodas” (“o cara é bom”).

As fronteiras entre fracos e ‘fodas’ começam nas bolsas de iniciação científica da graduação. No novo status de bolsista, o aluno começa a mudar a sua linguagem. Sem discernimento, brigas de orientadores são reproduzidas. Há brigas de todos os tipos: pessoais (aquele casal que se pegava nos anos 1970 e até hoje briga nos corredores), teóricas (marxistas para cá; weberianos para lá) e disciplinares (antropólogos que acham sociólogos rasos generalistas, na mesma proporção em que sociólogos acham antropólogos bichos estranhos que falam de si mesmos).

A entrada no mestrado, no doutorado e a volta do doutorado sanduíches vão demarcando novos status, o que se alia a uma fase da vida em que mudar o mundo já não é tão importante quanto publicar um artigo em revista qualis A1 (que quase ninguém vai ler).

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dizíamos que quando alguém entrava no mestrado, trocava a mochila por pasta de couro. A linguagem, a vestimenta e o ethos mudam gradualmente. E essa mudança pode ser positiva, desde que acompanhada por maior crítica ao sistema e maior autocrítica – e não o contrário.

A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio.

O primeiro cenário engloba vários tipos de pessoas (1) aqueles que migraram para uma área completamente diferente na pós-graduação; (2) os que retornaram à academia depois de um longo tempo; (3) os alunos de origem menos privilegiada; (4) ou que têm a autoestima baixa ou são tímidos. Há uma grande chance destas pessoas serem trituradas por não dominarem o ethos local e tachadas de “fracos”.

Os seminários e as exposições orais são marcados pela performance: coloca-se a mão no queixo, descabela-se um pouco, olha-se para cima, faz-se um silêncio charmoso acompanhado por um impactante “ãaaahhh”, que geralmente termina com um “enfim” (que não era, de fato, um “enfim”). Muitos alunos se sentem oprimidos nesse contexto de pouca objetividade da sala de aula. Eles acreditam na genialidade daqueles alunos que dominaram a técnica da exposição de conceitos.

Hoje, como professora, tenho preocupações mais sérias como estes alunos que acreditam que os colegas são brilhantes. Muitos deles desenvolvem depressão, acreditam em sua inferioridade, abandonam o curso e não é raro a tentativa de suicídio como resultado de um ego anulado e destruído em um ambiente de pressão, que deveria ser construtivo e não destrutivo.

Mas o opressor, o “foda”, também sofre. Todo aquele que se acha “bom” sabe que, bem lá no fundo, não é bem assim. Isso pode ser igualmente destrutivo. É comum que uma pessoa que sustentou seu personagem por muitos anos, chegue na hora de escrever e bloqueie.

Imagine a pressão de alguém que acreditou a vida toda que era foda e agora se encontra frente a frente com seu maior inimigo: a folha em branco do Word. É “a hora do vâmo vê”. O aluno não consegue escrever, entra em depressão, o que pode resultar no abandono da tese. Esse aluno também é vítima de um sistema que reproduziu sem saber; é vítima de seu próprio personagem que lhe impõe uma pressão interna brutal.

No fim das contas, não é raro que o “fraco” seja o cavalinho que saiu atrasado e faça seu trabalho com modéstia e sucesso, ao passo que o “foda” não termine o trabalho. Ademais, se lermos o TCC, dissertação ou tese do “fraco” e do “foda”, chegaremos à conclusão de que eles são muito parecidos.

A gradação entre alunos é muito menor do que se imagina. Gênios são raros. Enroladores se multiplicam. Soar inteligente é fácil (é apenas uma técnica e não uma capacidade inata), difícil é ter algo objetivo e relevante socialmente a dizer.

Ser simples e objetivo nem sempre é fácil em uma tradição “inspirada” (para não dizer colonizada) na erudição francesa que, na conjuntura da França, faz todo o sentido, mas não necessariamente no Brasil, onde somos um país composto majoritariamente por pessoas despossuídas de capitais diversos.

É preciso barrar imediatamente este sistema. A função da universidade não é anular egos, mas construí-los. Se não dermos um basta a esse modelo a continuidade desta carreira só piora. Criam-se anti-professores que humilham alunos em sala de aula, reunião de pesquisa e bancas. Anti-professores coagem para serem citados e abusam moral (e até sexualmente) de seus subalternos.

Anti-professores não estimulam o pensamento criativo: por que não Marx e Weber? Anti-professores acreditam em lattes e têm prazer com a possibilidade de dar um parecer anônimo, onde a covardia pode rolar às soltas.

O dono do Foucault

Uma vez, na graduação, aos 19 anos, eu passei dias lendo um texto de Foucault e me arrisquei a fazer comparações. Um professor, que era o dono do Foucault, me disse: “não é assim para citar Foucault”.

Sua atitude antipedagógica, anti-autônoma e anti-criativa, me fez deixar esse autor de lado por muitos anos até o dia em que eu tive que assumir a lecture “Foucault” em meu atual emprego. Corrigindo um ensaio, eu quase disse a um aluno, que fazia um uso superficial do conceito de discurso, “não é bem assim…”.

Seria automático reproduzir os mecanismos que me podaram. É a vingança do oprimido. A única forma de cortamos isso é por meio da autocrítica constante. É preciso apontar superficialidade, mas isso deve ser um convite ao aprofundamento. Esquece-se facilmente que, em uma universidade, o compromisso primordial do professor é pedagógico com seus alunos, e não narcisista consigo mesmo.

Quais os valores que imperam na academia? Precisamos menos de enrolação, frases de efeitos, jogo de palavras, textos longos e desconexos, frases imensas, “donos de Foucault”. Se quisermos que o conhecimento seja um caminho à autonomia, precisamos de mais liberdade, criatividade, objetividade, simplicidade, solidariedade e humildade.

O dia em que eu entendi que a vida acadêmica é composta por trabalho duro e não genialidade, eu tirei um peso imenso de mim. Aprendi a me levar menos a sério. Meus artigos rejeitados e concursos que fiquei entre as últimas colocações não me doem nem um pouquinho. Quando o valor que impera é a genialidade, cria-se uma “ilusão autobiográfica” linear e coerente, em que o fracasso é colocado embaixo do tapete. É preciso desconstruir o tabu que existe em torno da rejeição.

Como professora, posso afirmar que o número de alunos que choraram em meu escritório é maior do que os que se dizem felizes. A vida acadêmica não precisa ser essa máquina trituradora de pressões múltiplas. Ela pode ser simples, mas isso só acontece quando abandonamos o mito da genialidade, cortamos as seitas acadêmicas e construímos alianças colaborativas.

Nós mesmos criamos a nossa trajetória. Em um mundo em que invejas andam às soltas em um sistema de aparências, é preciso acreditar na honestidade e na seriedade que reside em nossas pesquisas.

Transformação

Tudo depende em quem queremos nos espelhar. A perversidade dos pequenos poderes é apenas uma parte da história. Minha própria trajetória como aluna foi marcada por orientadoras e orientadores generosos que me deram liberdade única e nunca me pediram nada em troca.

Assim como conheci muitos colegas que se tornaram pessoas amargas (e eternamente em busca da fama entre meia dúzia), também tive muitos colegas que hoje possuem uma atitude generosa, engajada e encorajadora em relação aos seus alunos.

Vaidade pessoal, casos de fraude em concursos e seleções de mestrado e doutorado são apenas uma parte da história da academia brasileira. Tem outra parte que versa sobre criatividade e liberdade que nenhum outro lugar do mundo tem igual. E essa criatividade, somada à colaboração, que precisa ser explorada, e não podada.

Hoje, o Brasil tem um dos cenários mais animadores do mundo. Há uma nova geração de cotistas ou bolsistas Prouni e Fies, que veem a universidade com olhos críticos, que desafiam a supremacia das camadas médias brancas que se perpetuavam nas universidades e desconstroem os paradigmas da meritocracia.

Soma-se a isso o frescor político dos corredores das universidades no pós-junho e o movimento feminista que só cresce. Uma geração questionadora da autoridade, cansada dos velhos paradigmas. É para esta geração que eu deixo um apelo: não troquem o sonho de mudar o mundo pela pasta de couro em cima do muro.

registrado em: Rosana Pinheiro-Machado

Não tem mignon e espumante?

Texto retirado do Jornal Estadão, na coluna Politica ao Vivo, quando cometam os fatos momento a momento, ao vivo, dos fatos do dia. Neste caso, os comentários era sobre o protesto a favor da democracia na Av. Paulista. Segue:

  • São Paulo – Vendedores ambulantes que foram ao protesto contrário ao governo no último domingo, na Av. Paulista, lamentam que as vendas de hoje, na manifestação favorável à presidente Dilma Rousseff, estejam mais fracas. Alguns deles chegaram a abaixar o preço, para atrair mais demanda. Foi o caso de Gilmar, de 35 anos, que preferiu não informar o sobrenome. Segundo ele, além de hoje haver menos pessoas, o público é “mais humilde”. “Aí, por exemplo, a água, que eu vendia a R$ 5 no domingo, hoje eu vendo a R$ 3”, disse. Gilmar também contou que o público de domingo era mais “diferenciado”, portanto, quando o assunto era cerveja, ele só vendia Heineken. Hoje, optou por trazer a Skol.

    O pipoqueiro Yang Kauae, de 21, também lamentou a menor demanda do protesto desta sexta-feira. Ele estima que, no domingo, faturou cerca de R$ 3 mil. “Hoje, foram só R$ 200, por enquanto”, disse. O vendedor Geraldo Cardoso, de 45 anos, tem tido mais sorte. Ele disse que, embora o público de hoje seja menor, o público de domingo era “mais fresco”. “Em vez de comprar uma água comigo, eles preferiam comprar água na Starbucks”, lamentou. Segundo os organizadores do ato de hoje, há cerca de 200 mil pessoas na Av. Paulista. No último domingo, o protesto contrário ao governo de Dilma Rousseff reuniu, segundo o Datafolha, cerca de 500 mil pessoas. (André Ítalo Rocha)

 

Blog pra que te quero!!!!

odio

Boa tarde, retorno a escrever no meu blog depois de longos 2 ou 3 anos sem ao menos abri-lo, a não ser para publicar um post de revolta ao PT, aquele que um dia já foi o partido ao qual fui filiado. Enfim…

Alguns poderão pensar que retorno em função do cataclisma político pelo que o país passa, e assim irei escrever minhas opiniões e impressões sobre este cenário. Pois é meu colegas, talvez, talvez escreva!!! escreverei!!!

Quando parei de escrever no blog foi pelo motivo de que achei no Facebook e em outras redes sociais a possibilidade de dialogar e debater com mais pessoas, organizações, ser mais ágil e alcançar mais espaço para ouvir e expor ideias e posicionamentos. Mas não, realmente esse tempo durou pouco, e agora neste momento, as redes sociais passaram a ser palco de ÓDIO contra tudo e todos que não se colocam a favor de uma determinada idea-logia. Não há debate, mas agressões e desejo de morte, de destruir o outro. Ao menos por enquanto isto esta restrito as redes socais…enfim…

Opiniões furtivas são xingadas, agredidas, ameaçadas…

Para mim deu…a partir de agora será no Blog e nas relações pessoais…redes sociais serão apenas para release de jornais e blogs, além de trocar mensagens, pois esta nova geração de jovens não conhecem email.

Que venha 2016 e sua insanidade.

O Haraquiri Petista

mãos_sangrando-5B1-5D

Não bastassem os 13 anos de suicídio político que o PT tem realizado, pelo motivo de assumir sempre posições mais a direita do que a esquerda, e ter como base de suas ações um “assistencialismo” barato e grosseiro, agora, em pleno ano de 2015, um projeto de lei (PL), o 4330, que trata sobre a terceirização de funções fim nas empresas e setor público, faz o PT sangrar e cometer seu ultimo ato de suicídio político. Mesmo com uma posição contrária ao PL, ou ao menos, ao formato que o PL esta sendo encaminhado, faz do PT um partido isolado e sem interlocução, seja com setores mais conservadores do parlamento, ou mesmo com a sociedade brasileira. Uma presidenta silenciosa devido a sua incapacidade total de fazer política, e uma bancada silenciada pela mídia e pelo esgotamento e sangramento das diversas crises que vem passando há 7 ou 8 anos, faz do PT um ser acuado e sem capacidade de movimentar-se.

Agora é esperar que o PL 4330 seja aprovado em regime de urgência, e ver a posição que a CUT, o ultimo reduto organizado do PT, que também vem se enfraquecendo rapidamente, diante de uma situação absolutamente inusitada. Um governo dito trabalhista, que terá como mancha, marcada de sangue, um projeto de lei que precariza absolutamente de forma absurda as relações de trabalho.

Mas arrisco dizer que mesmo o PT tendo uma posição contrária a PL, digo que os governistas do PT estão muitooo felizes com sua aprovação, inclusive sua presidenta, pois a terceirização é o que o PT vem fazendo no setor público desde o primeiro dia de governo. Sendo assim, vamos esperar para ver todos os setores do governo a mercê das empresas piratas, privatas, privatistas, sangrando o dinheiro do povo.

É um verdadeiro haraquiri em nome do poder e da reprodução do capital.

A vida ainda pulsa nas cidades!!

Dia 06 de junho de 2013, um grupo de mais de 10 mil jovens mobilizados no centro de SP tinham como objetivo realizar uma manifestação, que para além de qualquer bandeira partidária, lutavam para que houvesse a redução da tarifa do transporte público. Como pode ser visto no vídeo abaixo, a manifestação foi tranquila, pacífica, mas a PM resolveu mostrar para que existe:

Desmobilizar uma manifestação deve estar no ponto 1 do manual da PM sobre aglomerados humanos, assim sendo, aplicou a regra, e como sempre, as manifestações são dispersadas. Mas como sempre voltam a ser realizadas, vão parar na grande mídia, que faz dinheiro e passa a desmoralizar e em pouco mais de 1 semana, talvez 2, isso vira história para quem apanhou e foi agredido pela força policial, nada mais!

No entanto, porém, contudo, todavia, a história nos mostra que em alguns momentos, a cartilha falha e as coisas desandam, ou melhor, marcham. E assim esta sendo. Após as manifestações do dia 6 de junho, foi realizado uma segunda, no dia 13 de junho, com menos pessoas nas manifestações, mais dispersas pela cidade, mas ao contrário, com muito mais policiais, e como se diz na gíria popular, com sangue nos olhos, como pode ser visto no vídeo abaixo.

Reprimida de forma truculenta, com cenas que nos lembram a ditadura militar e de guerra civil urbana, a PM de SP passou a tomar atitudes que não podem ser descritas, mas vistas, ouvidas nas dezenas de vídeos caseiros que estão rodando na internet.


Assim, os vídeos começaram a pipocar nas redes sociais hoje pela manhã, dia 14 de junho. De todas as formas e todas as cores, mas com os mesmos atores principais, a PM Paulistana.

As cenas são chocantes, parafraseando, a tropa de choque, que utilizou-se de todas as formas para convencer “gentilmente” as pessoas a não andarem pelas ruas com câmeras e vinagre, isto mesmo, vinagre, uma substância altamente perigosa e que pode aniquilar a raça humana.

Como podemos ver, inicialmente as manifestações eram para baixar a tarifa do transporte público, contra o aumento de 0,20 centavos de real, mas agora, após estes momentos de relação e proximidade com os interlocutores do Governo do Estado de SP, acredito que as manifestações não terão mais este caráter de reivindicação de um direito, de um objeto específico, mas terão sim um caráter muito mais plural voltada para os direitos civis e para a liberdade.

A imprensa foi atacada, e quando um jornalista, mesmo sendo do PSTU, a corporação revive a imagem da PM enquanto aparato da ditadura militar. Aí sim, até a GLOBO News, a Folha de SP, o Estado de SP, entre outros tantos meios de comunicação da velha mídia jornalesca, passam a se mobilizar e a atacar as autoridades sobre as formas truculentas de atacar jornalistas, mas a população?! Bom esta, que faça do seu jeito.

De São Paulo para outros centros, as manifestações estão se espalhando para onde ainda conseguem mobilizar. Aqui em Vitória, o Prefeito adiantou-se, e reduziu em 0,05 centavos de real a passagem de ônibus, o que é uma piada, mas mesmo assim reduz ou elimina a possibilidade de haver poder de mobilização social para manifestações, pois ele não aumentou, nem manteve, mas reduziu. Ora bolas!!!

Assim, para muito mais além do que este movimento pretendia, esta amplificando e possibilitando uma cunha importante para mostrar que esta juventude e, principalmente, neste momento da história, é possível ir para as ruas, com pautas importantes e com mobilização social.

A questão que fica é: como será o dia de amanhã?

Panfletagem Petista: o governismo até as últimas consequências

Como eu gosto do petismo governista panfletário: mentira este cartaz que segue, e que esta sendo espalhado aos milhares nas redes sociais.

Vamos entender: para produzir comida usa-se Diesel, para transportar comida usa-se Diesel, para ir e vir usa-se Diesel/Gasolina (mesmo usando a bicicleta, até a água que vc bebe usa combustível para chegar na sua casa), para andar de ônibus usa-se Diesel e Gasolina, para construir as hidrelétricas e as redes de transmissão usa-se Diesel..etc etc etc…ou seja, para produzir qualquer coisa, inclusive energia é necessário petróleo, inclusiva quando há falta de energia ligam geradores que funcionam com Diesel.

Então a conclusão mais correta a se chegar é de que, nossa sobrevida depende do petróleo.

panfleto PT

A grande questão é: por que aumentar o preço da gasolina e do diesel? facil de responder. Segundo o governo é para equiparar os preços do petróleo brasileiro com os preços internacionais, e assim dar competitividade para a petrobras. Até pode ser, mas o fundo da questão é que o superavit brasileiro e o crescimento do PIB passa necessariamente pelo consumo de gasolina e diesel. Assim sendo, arrecadação do setor público passa necessariamente pelo aumento do combustível. E quem mais uma vez paga a conta?

Zé fini!!!

O Polêmico calçadão de Camburi! Parte 1

É impressionante! Eu fico realmente estarrecido! O debate e as regras de convivência no calçadão de camburi já era emergencial a muitoo tempo. O Luciano Resende toma atitude e vem pancadaria. Faltou diálogo, ok!!? Mas a questão é seria. Quem convive no calçadão sabe dos acidentes que acontecem. Um jovem ou uma jovem que caminha no calçadão, ok, consegue desviar de bicicletas, patinadores/as e skatistas, mas idosos e crianças não conseguem. Não são todos/as, poderia dizer que é um seleto público, inclusive tem uma quadrilha de pequenos burgueses skatetistas da mata da praia, uns 20 elementos, que fecham uma parte do calçadão para seu bel prazer. Quem caminha e corre é prioridade, sempre foi. O caos é no verão, durante os outros 9 meses a coisa é tranquila. Estabelecer horários seria mais providencial, mas enfim, qqer coisa que melhore este caos de violência gratuita já é algo positivo e válido.

Guerra Civil no México

 

Fonte: http://desinformemonos.org/2012/12/iolencia-y-represion-en-la-llegada-de-enrique-pena-nieto-a-la-presidencia-de-mexico/

México DF. Un fallecido, al menos diez heridos y siete intoxicados,  92 detenidos, once menores de edad entre ellos, y un número indefinido de desaparecidos es el saldo de la violenta jornada de represión que comenzó la mañana de este sábado 1 de diciembre, y que se prolongó hasta alrededor de las cuatro de la tarde, en el marco de las protestas por la asunción a la presidencia de Enrique Peña Nieto, convocadas por el movimiento #YoSoy132.

Durante más de diez horas, los estudiantes, activistas, integrantes de diversas organizaciones civiles y sindicatos y ciudadanos de a pie que repudiaban la toma de protesta de Peña Nieto, fueron cercados, amedrentados, golpeados, gaseados y algunos de ellos detenidos arbitrariamente por elementos de la policía federal y estatal, desde el Palacio legislativo de San Lázaro –donde comenzó la protesta–  hasta la sede del Senado, y más tarde en las inmediaciones del Zócalo de la Ciudad de México, el Monumento a la Revolución y el Palacio de Bellas Artes.

Los enfrentamientos comenzaron cerca de las siete de la mañana en los alrededores de San Lázaro. A las 4:30 de la madrugada, un contingente de jóvenes de #YoSoy132 y la Acampada Revolución se dirigieron al recinto legislativo para hacer un cerco humano al Congreso. Ahí se encontraron con contingentes de la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) y algunas otras organizaciones, a las que se sumó posteriormente el Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra (FPDT). Cerca de las siete de la mañana, los manifestantes derribaron una de las vallas que resguardaba el lugar. Inmediatamente, los policías federales y granaderos del Distrito Federal dispararon grandes cantidades de gases lacrimógenos y balas de goma. Desde el interior del vallado se lanzaron también chorros de agua contra los manifestantes.

Los contingentes respondieron con todo lo que tenían a su alcance, y las calles aledañas al recinto legislativo se convirtieron en un campo de batalla. De este enfrentamiento, resultaron los heridos más graves de la jornada. Francisco Kuykendall Leal, de 67 años, profesor de teatro y simpatizante de La Otra Campaña, fue alcanzado en la cabeza por una granada lanzada por policías federales; fue retirado del lugar inconsciente y con exposición de masa encefálica.  El joven Rubén Fuentes fue herido con arma de fuego en una pierna.

Con piedras, botellas y bombas molotov los manifestantes contestaron al embate policiaco. Los enfrentamientos en San Lázaro se prolongaron hasta las 11 de la mañana, cuando los contingentes decidieron retirarse y dirigir la protesta hacia el Zócalo de la Ciudad de México, donde se encuentra el Palacio Nacional, lugar donde Enrique Peña Nieto dirigiría un mensaje a la Nación.

Las calles del Centro Histórico fueron totalmente blindadas por miles de policías –federales y de la ciudad, incluyendo cuerpos de la Bancaria Industrial y de Tránsito- para impedir el paso hacia el Zócalo, así como un contingente de comerciantes ambulantes, que portaban carteles en apoyo a Enrique Peña Nieto, que encaraba a los manifestantes fuera del metro Pino Suárez. Un ama de casa que hacía compras reclamó: “A poco así lo van a estar cuidando los seis años, al pendejo”. Un grupo de profesores de la CNTE fue “encapsulado” por granaderos locales. Mientras tanto, los episodios de corretizas y enfrentamientos se extendían hasta la sede del Senado, ubicado en Reforma y París.

Una valla de granaderos, así como patrullas y elementos de seguridad pública del Distrito Federal y de la policía bancaria industrial impedía el paso sobre avenida Juárez, frente al Palacio de Bellas Artes, donde alrededor de la una de la tarde se desató un enfrentamiento entre las fuerzas del orden y los manifestantes. Mientras tanto, otro grupo que protestaba fue reprimido en la avenida Reforma, cerca del Monumento a la Revolución. Durante las más de dos horas que duró el episodio represivo en esta área, los negocios y locales del área permanecieron cerrados.

En un recorrido realizado por las reporteras de Desinformémonos a lo largo del Eje Central Lázaro Cárdenas, avenida Juárez y las calles Francisco I. Madero, 5 de Mayo, Tacuba y avenida Reforma, hasta el Monumento a la Revolución, se constató la presencia de vallas policiacas en diversos puntos de estas calles, así como camionetas, patrullas y motocicletas que cercaban el área.

Alrededor de las 16:30 horas,  los contingentes de manifestantes habían sido disipados por los embates policiacos ocurridos en diversos puntos del Centro Histórico. Un grupo de aproximadamente mil personas se dirigió entonces a la Acampada Revolución, en el Monumento a la Revolución, y de ahí se desplazaron hacia la Agencia 50 de la Procuraduría General de Justicia del Distrito Federal, en la colonia Doctores, en donde  hay 92 personas detenidas y no se permite el acceso de abogados defensores, informan integrantes del movimiento #YoSoy132.