Dilma, PT e o sindicalismo vendido: uma onda de superioridade e autoritarismo

Na reunião de negociação ocorrida ontem, dia 01 de agosto, com a presença do Governo, ANDES, SINASEFE e  PROIFES, o governo reapresentou a mesma proposta apresentada na reunião anterior, e tendo o aceite do PROIFES a esta proposta, o governo encerrou o processo de negociação.

Finalizar as negociações simplesmente por finalizar é uma coisa, agora dar cabo a negociações de um greve com um sindicato que tem 07 universidades na sua base, sendo que a maioria foi contrário a proposta do governo, e pior, o processso de votação interno é via email, sim sim simm, por email, como podem ver no site http://proifes.org.br/proifes-federacao-disponibiliza-alternativa-de-votacao-eletronica-sobre-a-aceitacao-da-proposta/. Os professores votam de casa, sem debater, sem demonstrar força numa assembléia, em reuniões, é o ápice da ideia de individualismo e controle das mentes e corações. Desorganizar para controlar!!!

Pois bem, o ANDES, representando 52 universidades (das 59 que existem), rejeitou a proposta do governo, mas mesmo assim o governo Dilma vai assinar acordo com o PROIFES, hoje, dia 2 de agosto, e dar por encerrada as negociações. E agora, que venha o corte de ponto e coisas que nem deus poderá duvidar que um partido dos trabalhadors será capaz de fazer.

Para os que ainda continuam boiando nesta greve, a grande questão que nós, professores, estamos enfrentando nesta greve é que falamos em plano de carreira e o governo só sabe falar em tabelas. Ou não querem ouvir, ou não sabem  ouvir, ou são incompetentes e não sabem o que fazer com o que falamos.

É isto!!! que a greve continue…

PS: se o PT esta assim, imaginem o PSDB com Cerra no poder como seria….?!!??

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Dilma ridiculariza o serviço público

 

A presidente Dilma Roussef assusta mais uma vez com seu comportamento que mais parece uma general de 10 estrelas, como cantaria Renato Russo, mas que não tem o C… na mão. Agora ela vem com mais uma dessas suas ORDENS inquestionáveis, “indialogáveis” (sic), intransponíveis, determinando que as negociações com os funcionários públicos em greve sejam interrompidas até a segunda quinzena de agosto quando ela irá apresentar propostas, dando apenas 10 dias para o funcionalismo decidir se aceitam ou não, pois em 30 de agosto finalizar o prazo para o fechamento do orçamento 2013. Então, advinhem o que vem por ai?

Muitos poderão dizer: que bom que temos uma presidente que decide e toma posições contra essa cambada de vagabundos de funcionários públicos!! uhmm, que coisa!!! Esses mesmos vagabundos são aqueles que fazem pesquisas sem estar com o rabo preso com empresas que lucram lucram e lucram, são os mesmos vagabundos que estão na PF, na AGU, na CGU, nas Agências, nas Universidades Federais, nos Hospitais Universitários e Federais, etc etc etc e etc…tão vagabundos que passaram por processos seletivos que mais parecem triturador de carne encefálica, e que acabam por selecionar os mais, mais e mais disciplinados e dedicados.

No entanto, os salários do funcionalismo ficaram, nos últimos 4 anos, absolutamente defasados. Não houveram reajustes. E quando houve, não chegou perto da inflação. Diferentemente dos trabalhodores da iniciativa privada que estão recebendo aumentos acima da inflação a mais de 8 anos.

Não quero aqui colocar uma discussão sobre quem ganha mais ou menos, mesmo que já esteja fazendo. E também não vou ficar aqui, dizendo que existem funcionários que não trabalham, que não fazem nada e recebem ótimos salários. Tudo bem, concordo. Mas por causa de uma parte dos funcionários vamos deixar que o Estado não assuma a SUA responsabilidade de ter os melhores quadros para que possamos ter os melhores serviços públicos disponíveis?

Quero sim ser atendido pelos melhores médicos, saber que os pesquisadores fazem pesquisas em função do bem estar coletivo, que pilotos, advogados, professores, nutricionistas, contadores, assistentes sociais, engenheiros, etc etc etc sejam os melhores e que estes estejam no serviço público, pois serão estes que estarão pensando o coletivo, o público, o país hoje, amanhã e para os próximos 10, 20, 30 ou 40 anos.

É por isso, que mais uma vez, me assusto com uma atitude tão perversa e violenta da presidente, que advinda do PDT e PT, sendo uma ex-guerrilheira, democráta, afirmando-se a favor do fim da desigualdade social e da miséria, atua mais como uma capitalista com C maiusculo, que preocupa-se acima de tudo, com as faculdades e universidades particulares, com as montadoras, com as imensas obras do PAC (executas por empresas 50 vezes maior que a Delta, e que logicamente financiaram e irão financiar o PT e a base aliada nas próximas eleições).

 André Michelato

Dilma manda suspender negociações com servidores públicos em greve

No primeiro dia de despachos após a viagem  a Londres,  para a abertura da Olimpíada 2012, a presidente Dilma Rousseff, mais uma vez,  endureceu com os servidores públicos federais que estão em greve. Ela mandou que  os responsáveis por receber as lideranças do movimento suspendessem todas as  negociações até a segunda quinzena de agosto. O Palácio do Planalto tinha hoje  como data-limite para apresentar uma resposta às reivindicações levadas ao  Ministério do Planejamento durante os mais de 40 dias de paralisação. Em  comunicado enviado aos sindicatos, prorrogou a divulgação de propostas para o  período entre 13 e 17 de agosto.
No ofício do  Planejamento, no entanto, não há qualquer justificativa para a decisão.  Procurada pelo Correio, a assessoria de imprensa da Secretaria de Relações do Trabalho  (SRT) do órgão explicou que não haverá, por ora, reuniões para que as  autoridades tenham condições de trabalhar, já que, ultimamente, toda a jornada  de trabalho delas estava sendo tomada pelas negociações.

A determinação da presidente causou indignação entre os  grevistas. Os líderes sindicais anunciaram que vão reforçar as manifestações ao  longo das próximas semanas. “Foi o próprio governo que estipulou essa data e,  agora, está descumprindo com o prometido. Isso nos leva a pensar que o Palácio  do Planalto acha interessante que a greve continue no serviço público ou está  fazendo de conta que a paralisação não existe”, reclamou o presidente da  Confederação dos Trabalhadores  no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo.
A  entidade, que representa 80% dos trabalhadores do Executivo, diz que o Dia  Nacional de Lutas, marcado para hoje, com manifestações em todo o país, será  intensificado com a revolta dos servidores devido ao novo prazo marcado pelo  governo. A prorrogação aumentou o ceticismo entre os servidores. O presidente do  Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil  (Sindifisco), Pedro Delarue, não espera grandes novidades no dia 13, e tacha o  adiamento estipulado pela Presidência de previsível. “Nós já havíamos adiantado  isso: o governo tem apresentado essa forma pouco honesta de negociar desde o ano  passado”, afirmou.
Para Delarue, a proposta não sairá em duas semanas, e  o prazo será protelado novamente até o fim do mês. Ele acredita que, em 31 de  agosto, o governo não vai acatar nenhuma das reivindicações (veja arte) da  categoria ou, no máximo, vai aceitar a reposição da inflação de 2012 em 2013.  Caso o Executivo opte por essa alternativa, diz Delarue, a paralisação será  mantida, mesmo após o fim do prazo para encaixe no orçamento. “Nossa greve não  tem data para acabar. O governo que mude a lei”, protestou.

Panfletagem
Servidores públicos federais de 13 órgãos, em greve há  43 dias, fizeram na tarde de ontem uma panfletagem na Rodoviária do Plano  Piloto, em Brasília, em prol da campanha salarial de 2012. De acordo com a  Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), o  objetivo do ato foi conscientizar a população em relação aos motivos que levaram  as categorias a interromper as atividades. E as lideranças prometeram que devem  permanecer de braços cruzados até 31 de agosto, prazo-limite para o Ministério  do Planejamento fechar o orçamento para 2013.
Se até lá o Executivo não  apresentar nenhuma proposta aos trabalhadores, os sindicatos terão que decidir  se retornam ou não ao trabalho. “Após essa data, não terá mais nada a fazer para  2013. Cabe aos sindicatos decidirem se vamos voltar ao trabalho ou continuar em  greve e iniciar a campanha salarial para (o orçamento de) 2014”, ironizou o  diretor da Condsef Carlos Henrique Ferreira.
Porém os  sindicalistas se mostraram otimistas e afirmaram que a distribuição do material informativo  garantiu a transparência do serviço público diante da sociedade. “O evento de  hoje (ontem) foi importante para que possamos esclarecer as dúvidas das pessoas  em relação ao movimento e explicar que a culpa de estarmos protestando é do  governo”, ressaltou Ferreira.

Ato de repúdio
Em Brasília, os servidores devem se reunir às 9h de hoje, na Esplanada dos  Ministérios, em frente à Catedral. De acordo com a Condsef, não há um roteiro  definido, mas os manifestantes devem manter a caminhada usual, até o bloco C,  que abriga o Ministério do Planejamento. A caminhada deve prejudicar o trânsito  no local. A última marcha organizada pelos servidores públicos federais, em 17  de julho, chegou a reunir cerca de 10 mil manifestantes. O trânsito nas seis  faixas do Eixo Monumental teve de ser interrompido.

Texto extraído de: Correio Braziliense – http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/07/31/internas_economia,314356/dilma-manda-suspender-negociacoes-com-servidores-publicos-em-greve.shtml