Eleições na Venezuela: lavagem cerebral?

Fonte: publicado no FB página Brigadas Populares

Enquanto no Brasil, campanha política se faz com 20 reais por dia para fazer bandeiraço nas esquinas e raramente conseguimos juntar mil pessoas para um evento político de campanha (isso somando os cargos em comissão de parlamentares, de órgãos públicos e os familiares destes), na VENEZUELA, hoje quinta feira, dia 04 de outubro, aproximadamente 500.000 pessoas ocupam as sete principais avenidas do centro da capital (Av. Bolivar, Urdaneta, Mexico, Lecuna e Baralt), com transmissão ao vivo pela TelesurTV (para aqueles que duvidam da foto).

Mas não pára por ai. Vejam a foto. As pessoas além de participarem, ainda vão vestindo as cores da bandeira venezuelana e da revolução bolivariana.

E não basta! Isto acontece mesmo depois do Hugo Chavez ter sofrido um golpe, ser sequestrado pela elite econômica venezuelana, quase assassinado e eleito em 1999 e reeleito desde então. Hugo Chavez não sai do poder por diversos motivos, mas um é mais importante que qualquer outro: governa para o conjunto das pessoas que vivem e trabalham pelo país e pela verdadeira e real democracia.

No dia 07 de outubro, outra reeleição aponta-se no horizonte. É mais um sinal claro das mudanças que Hugo Chavez vem implementando na Venezuela.

Alguns irão dizer: mas isso é fruto da lavagem cerebral? Lavagem cerebral e acrescento faca na caveira para levar tanta gente as ruas, só pode! De certo, lavagem cerebral não é votar no Russonamo (SP), no Eduardo Paes (RJ), no Ratinho Junior (PR), no Arthur Virgilio (AM), ACM Neto (BA). Com certeza estas pessoas levam milhares de cidadãos as ruas para fazer campanha para eles…Nem mesmo o Lula em sua reeleição não conseguia mais mobilizar pessoas nas ruas. Isso sim poderíamos chamar e afirmar que é uma lavagem cerebral.

Para os críticos e amantes do capitalismo e das eleições norte americanas, aprenda: tudo na vida pode ser revisto e repensado. Pense bem!!!

Hugo Chavez no Mercosul: uma relação meramente econômica

Por André Michelato

Aos mais empolgados e animados com a entrada de Hugo Chavez no Mercosul, aviso para ir devagar com o andô, pois a relação que o Mercosul, e logicamente a relação que o Brasil vai estabelecer com a Venezuela, esta e será pautada única e exclusivamente pela relação econômica. Enganam-se aqueles que acreditam que a entrada da Venezuela no Mercosul tem as impressões digitais do socialismo e da transformação política e econômica da AL.

Obviamente, que a entrada da Venezuela, sob a batuta de Hugo Chavez, implicará em espaço para que ele ganhem em legitimidade na AL, assim espera-se. Porém, não há como acreditar que esta fala implicará em uma avanço e na irradiação de um projeto socialista para a AL. Resumindo: a entrada da Venezuela esta ligada diretamente a ideia de amplificar as exportações de alimentos brasileiros. Um país que só sabe produzir petróleo e nada mais, necessita e esta ávido por alimentos e tudo o que for industrializado. Desta forma, em tempos de crise internacional, de quebra da Espanha, Itália, EUA, bla bla bla…a saída mais rápida e perspicaz é ampliar as relaões comerciais com quem tem petróleo, que ainda é o único néctar anti crise do planeta.

Assim, mesmo a direita e a mídia conservadora brasileira aceitam e o recebem com pompas de O Grande salvador da pátria.

Agora temos que lembrar, a entrada de Hugo Chavez no Mercosul, enterra em absoluto, pelo menos durante a sua gestão, esta e as demais que virão, a ALBA – Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos, sendo uma demonstração clara de que não teve condições e nem capacidade para avançar num projeto regional, aí sim, socialista. Infelizmente, agora é colocar o bonézinho na cabeça e seguir fazendo jus aos seus 3,5 milhões de barris de petróleo bruto dia.

Mas é bom lembrar, agora somos mais fortes economicamente, pois com o ingresso da Venezuela, o Mercosul contará com uma população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), registrando um Produto Interno Bruto (PIB) em valores correntes de US$ 3,3 trilhões (o equivalente a 83,2% do PIB sul-americano) e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área da América do Sul), de acordo com o Itamaraty.

E dá-lhe capitalismo na veia!!!!

Chávez abre 28 pontos de vantagem sobre candidato da oposição

Para os críticos capitalistas e anti socialistas de plantão….e Viva La Revolucion Bolivariana!

16 de Junho de 2012 – 7h14

Em contraste, o candidato da oposição de direita, Henrique Capriles Radonski, obteria 29,7% dos votos, informou o diretor do instituto em entrevista à imprensa, Germán Campos.
A pesquisa feita entre os dias 12 e 14 de junho entrevistou 1.850 pessoas em 16 estados.
O instituto perguntou também sobre a avaliação da gestão do governo de Chávez: 68,3% a consideram excelente, boa ou de regular a boa, e apenas 29,8% acham que o governo é de regular a mau, mau ou péssimo.
Igualmente, 47,2% se declarou muito de acordo ou de acordo com a construção de um sistema socialista na Venezuela, e 20,8% em desacordo.
Na opinião de Campos, esse dado se diferencia amplamente dos 15% que em finais da década de 1980 se inclinava para essa alternativa, que depois subiu a 44% em 2006, quando Chávez propôs desenvolver o socialismo do século 21.
A pesquisa também mostrou que 49,5% dos entrevistados considera que a situação da Venezuela evolui bem e 87,3% considera como muito positivo ou positivo o desempenho do esporte no país.
Um dos resultados mais interessantes da pesquisa, na opinião de Campos, foi a semelhança de percentuais de entrevistados que tem melhores expectativas pessoais para os próximos dois ou três anos (62,2%), e as da situação do país nesse período (61,1%).
Nas décadas de 1980 e 1990 havia uma una dissociação entre as expectativas pessoais dos cidadãos e as do país, entre as quais havia uma diferença ampla, etapa em que se dizia na Venezuela “salve-se quem puder e como puder”, assinalou Campos.
Hoje isso mudou, acrescentou o especialista, e muitos venezuelanos pensam que se o país vai bem, eles também irão bem.
Em declarações à Prensa Latina, Campos sublinhou que o que está hoje em jogo não é escolher entre dois candidatos à presidência, mas entre dois modelos de sociedade que se contrapõem em muitas de suas facetas, com visões diferentes sobre a situação do mundo, a questão social e política, assim como sobre a integração da América Latina.
Esta foi a quarta pesquisa realizada em 2012 pelo instituto Consultores 30.11, precedida pelas realizadas em 9 e 29 de março, e em 13 de maio.
Nessa última, 56,8% dos entrevistados declarou sua intenção de votar no atual presidente, enquanto 27,1% votaria no candidato da oposição.
Prensa Latina

Matéria publicada no http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=186002&id_secao=7