Democracia é para isto: “Maioria dos ministros do STF confirma que Reforma da Previdência foi comprada”

Assim caminha o Brasil, para frente e avante!!

Mesmo pós desastre político do FHC/PSDB, o Governo Lula colocou os pés na cabeça e não no lugar das mãos, e agora tudo parece querer vir a tona, como algo que bóia quando esta na água.

O STF já começa a desvendar a velha e tradicional forma de se fazer política no parlamento brasileiro: a mesada, pilhagem, repasse, contribuição parlamentar, ajuda de custos, extra ou como estão chamando: mensalão ou compra de votos. Isso é antigo!! Não foi e não é algo único e exclusivo do PT. Este sim foi o que foi pego com o pinico na mão. Mas é uma tática cultural reproduzida em todos os cantos dos parlamentos municipais, estaduais e federal. Mesmo após o julgamento do dito mensalão, ainda teremos que conviver com este martirio até que se refaça o sistema político, e mesmo assim, as esperanças são poucas. Qual será a saída então? até agora estamos hipotetizando muitas prováveis saídas….saberá qual…

Segue o texto que a comunicação do ANDES publicou no seu site ontem.

Texto publicado no Site do ANDES

Ontem (1º), os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurelio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto deram o seu voto no julgamento do “núcleo político” do processo denominado como “Mensalão”, afirmando que efetivamente houve compra de votos de parlamentares para a aprovação de medidas de interesse do Poder Executivo no início do governo Lula, tais como a Reforma da Previdência.

Desta forma, estes 3 ministros se somam aos outros 3 que também já haviam se manifestado neste sentido (Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Gilmar Mendes), além da Ministra Rosa Weber, que apesar de não ter colocado expressamente em seu voto, também confirmou ao jornal Folha de São Paulo de hoje que houve compra de votos.

Assim, forma-se maioria dentre os 10 Ministros da Suprema Corte, confirmando a ilegalidade na aprovação de uma reforma neoliberal, imposta pelo FMI, e que retirou direitos históricos dos trabalhadores para viabilizar o pagamento da dívida pública. O Ministro Celso de Mello chegou inclusive a questionar a validade dos atos aprovados pelos parlamentares que se venderam, sugerindo simplesmente a inconstitucionalidade de tais atos.

Nove anos depois da aprovação de uma reforma nefasta, que incrivelmente taxou os aposentados e pensionistas, ceifou a integralidade e a paridade, reduziu as pensões, postergou as aposentadorias e abriu caminho para a privatização da previdência por meio dos fundos de pensão, a mais alta corte do país confirma grave ilegalidade em sua aprovação.

Enquanto dezenas de milhares de servidores se deslocavam para Brasília, lotando milhares de ônibus na noite de 5 para 6 de agosto de 2003 para realizar a grande “Marcha dos 100 Mil”, a base do governo na Câmara adiantava em um dia a votação desta reforma, cujo texto-base foi aprovado em primeiro turno ainda naquela madrugada, para fugir da pressão popular, sabe-se agora, em troca de dinheiro.

Portanto, abre-se um forte caminho para ações judiciais que visem a anulação desta reforma.

Anúncios

Dilma pede arrego para Lula: é o fator Greve balançando as estruturas do poder Ptista. Será?

Matéria publicada no Valor Econômico 10.08.12

Dilma pede ajuda a Lula para enfrentar as greves

A greve dos funcionários públicos federais, que já mobiliza 350 mil servidores, ameaça virar “um tsunami” na avaliação de lideranças do PT. Por isso, a presidente Dilma Rousseff pediu ajuda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as negociações com os grevistas. Lula deve atuar principalmente para atenuar a radicalização do movimento, que beira a ruptura, como demonstrado ontem com a decisão da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outros cinco sindicatos de servidores de representar contra o governo federal na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A intermediação de Lula pode contornar um fenômeno que se cristalizou nos últimos dias: a impaciência dos sindicalistas com diálogos quase sempre sem um desfecho. A base dos sindicatos não tem sido receptiva à intermediação mais ponderada dos dirigentes. Na conversa que teve com Lula, na terça-feira, Dilma queixou-se da relação das centrais sindicais. Os dirigentes sindicais, inclusive da CUT, também se queixam do tratamento recebido do Palácio do Planalto. Segundo eles, após chegar ao Planalto, Dilma não teria retribuído o apoio que teve na campanha eleitoral. E não teria cumprido promessa de manter um diálogo permanente com a central dos petistas.

Greve acirra relação entre Dilma e CUT e Planalto pede ajuda de Lula

A intermediação passou a ser feita com Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, encarregado, no Planalto, de lidar com os movimentos sociais. Mais tarde, Carvalho chamou para assessorá-lo um dos vice-presidentes da CUT, José Vicente Feijó.

As greves começam a afetar a operação das indústrias. Em Santos, o volume de contêineres parados nos quatro terminais marítimos aumentou ontem 35% sobre o dia anterior em razão da greve dos fiscais agropecuários. Entre as mercadorias, estavam produtos siderúrgicos, automotivos, agentes orgânicos, medicamentos, arroz, frutas, eletrônicos e pastas químicas de madeira.

A greve dos fiscais ligados ao Ministério da Agricultura atinge um universo maior de cargas porque, além de serem responsáveis pela inspeção de mercadorias de origem vegetal e animal, a categoria vistoria toda a madeira que entra no país para evitar a introdução de pragas.

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ajudar o governo na negociação da greve geral dos servidores públicos. A intermediação do ex-presidente foi acertada durante conversa de Lula com a presidente Dilma Rousseff, na última terça-feira. Lula deve atuar principalmente no sentido de atenuar a radicalização do movimento, que beira a ruptura, como demonstrado ontem com a decisão da Centra l Única dos Trabalhadores (CUT) e outros cinco sindicatos de servidores de representar contra o governo federal na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

Leia mais em: http://www.valor.com.br/brasil/2783832/greve-acirra-relacao-entre-dilma-e-cut-e-planalto-pede-ajuda-de-lula#ixzz2390ljAoD

Lula como presidente do Banco Mundial?

Fernando Dantas

Em artigo no site do Financial Times, Gregory Chin, professor de Ciência Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está saindo (ironicamente, Lula certa vez chamou Zoellick, então representante comercial dos Estados Unidos, principal negociador de comércio exterior, de “sub do sub do sub”).

Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim alguém competente e capaz. Para o articulista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser buscado alguém de perfil semelhante.

Artigo publicado no http://blogs.estadao.com.br/fernando-dantas/2012/02/17/lula-como-presidente-do-banco-mundial/