Consumo de alimentos deve dobrar nas próximas quatro décadas no mundo

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Fonte: publicado no sitio RuralBr

Segundo especialistas, nas próximas quatro décadas, deve dobrar o consumo de alimentos no mundo. Como atender a essa demanda é a preocupação do setor agropecuário e o tema central de uma pesquisa feita pela iniciativa privada. O resultado foi apresentado nesta quinta, dia 19, em Brasília, e mostrou que o Brasil tem papel fundamental neste novo cenário.

O estudo ouviu oito mil pessoas de diferentes classes sociais, em 13 países da América, Europa, áfrica e Ásia. No Brasil, o resultado mostrou que, quando o assunto é segurança alimentar, meio ambiente e produção de alimentos, a população está dividida. Somente 11% dos brasileiros acreditam que a agricultura é feita de forma responsável e 24% apóiam o uso de defensivos e fertilizantes. Apesar das criticas, 76% dos entrevistados incentivam o uso de tecnologias nos processos de produção e para 54% o aumento da produtividade pode tornar o setor mais sustentável.

– Nessa pesquisa ficou claro que nós devemos usar tecnologias para aumentar a produtividade para a produção de alimento. Por outro lado, a grande maioria diz que as soluções que nós temos hoje não são as soluções ideais – diz i diretor geral da Syngenta para América Latina, Antonio Carlos Guimarães.

– O mundo tem, hoje, uma série de problemas relacionados à nutrição e bem estar das pessoas. Cada vez mais vamos ter que olhar o volume, a quantidade física, mas também a qualidade do alimento – salienta o presidente da Embrapa, Mauricio Lopes.

Produzir mais e com maior qualidade é, sem dúvida, a meta do setor agropecuário para as próximas décadas. Um levantamento das Organizações das Nações Unidas (ONU) aponta que o consumo de alimentos no mundo, deve dobrar até 2053, chegando a 5,600 bilhões de toneladas. Desse total, mais de um bilhão de toneladas vão ser produzidos no Brasil

Segundo o presidente da Embrapa, a agricultura brasileira tem grandes desafios pela frente. Além de aumentar a eficiência das culturas, é preciso tornar a produção sustentável e otimizar o uso das áreas de cultivo.

– Nós temos condições de elevar a produção do país de maneira segura e planejada. O Brasil tem uma base de recursos naturais fantástica, usar esses recursos da forma cada vez mais planejada, sempre mobilizando a ciência e o conhecimento para melhorar essa base de recursos naturais para o futuro – destaca Lopes.

– Nós temos quase 100 milhões de hectares, que chamamos de pastagem degradada, é onde o uso de tecnologias não permite que você maximize os resultados da terra. Se esses 100 milhões forem transformados em pastagens efetivas ou em agricultura, nós conseguimos crescer a produção em modo sustentável nos próximos anos – destaca Guimarães.

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Protestar é preciso: protestos criativos são a onda da vez! O Agronegócio matou a Branca de Neve!!!

Em tempos da excessiva midiatização da vida, os protetos tradicionais, aqueles de juntar o máximo de pessoas e ocupar as ruas fica cada vez mais em desuso no Brasil, pois tem cada vez menos espaço nos jornalões e nas TVsGrobais. Feliz ou infelizmente, é isso que vem ocorrendo. Quem tem conhecimento desse tipo de manifestação, são os motoristas e transeuntes que circulam e se irritam (na maior parte das vezes).

Mas isto também ocorre em função de que, mesmo havendo críticas e mais críticas aos jornalões e TVs, a população brasileira potencializa geometricamente a legitimidade deste meios de comunicação a cada dia, hora, momento da vida que se passa. Estranho ou não, passou na TV, seja falando bem ou mau, ganha notoriedade e a ação popular ganha legitimidade. Do contrário, é mais um bando de arruaceiros que não tem o que fazer da vida.

A não ser que sejam 5 mil, 10 mil pessoas ocupando ruas e praças para se manifestar ou então que ocorra na Europa. Mas no Brasil??!!! Nem estudantes em São Paulo ou Rio de Janeiro conseguem juntar tantas pessoas assim. E por quê? É simples, uma juventude que a cada dia que passa se torna cada vez mais “umbilical”, ou seja, o “meu umbigo” é o mais importante e melhor para o mundo. Ouvir, escutar, debater, dialogar, reconhecer o outro, outorgar liderança a outrem, se colocar como liderança (virar vidraça), respeitar o coletivo e estabelecer parcerias para quê? A minha é melhor e pronto!!! Mas não vamos jogar a água com a criança fora, esse é um processo que vem sendo produzido a mais de 20 anos, desde meados da década de 90, mas que pode e com certeza irá regredir (a esperança é a ultima que morre).

Mas voltemos a vaca fria. Neste contexto, cada dia que passa, as manifestações passam a ser realizadas de forma mais criativas e cada vez com menos pessoas. Se dão resultado? Digamos que é uma forma dita viável de ser ouvido e visto hoje em dia. Digamos que ser ouvido e visto é aparecer para muitas pessoas. Mas enfim, em tempos de FB, TVs e Jornalões, a pouca importância e quantidade de Blogs faz deste mundo brasileiro, um mundo ainda muito centralizado e centralizador.

Para melhor entendimento, segue uma “MANIFESTAÇÃO” que ocorreu dia 16 no RJ, no dia mundial da alimentação, e que foi amplamente divulgado nas redes sociais. O agronegócio matou a Branca de Neve.

Repensar as formas de se fazer mundo é preciso!!!

Foto: Blog do Tarso

Para os que não entenderam a foto: olhe bem…as maças…os agrotóxicos…o agronegócio….!!!!!!

Semana mundial da alimentação: o modelo de desenvolvimento econômico e social passa pelo que comemos!!!

Todo ano, durante uma semana, o Brasil debate a questão da alimentação, da segurança e soberania alimentar, que ocorrerá no período de 11 a 17 de outubro, e mais especificamente, no dia 16 de outubro que é o Dia Mundial da Alimentação.

Nesta semana ocorrerão, por todo o país, eventos, debates, manifestações, palestras, atos públicos, entre tantas outras expressões governamentais e não governamentais com o objetivo de pautar a questão da alimentação na agenda da sociedade e dos governos.

Quando discutimos a questão da alimentação, estamos pautando a ausência ou a pouca disponibilidade de alimentos; a industriailização; o envenenaento dos alimentos com agroquímicos; o monopólio e altos preços dos alimentos; as formas de logística; quem produz e onde se consome… Mas também, são debatidos as boas experiências, a agroecologia, o mercado justo, o desenvolvimento local, a aproximação entre rural-urbano, a agricultura familiar, o slow food, entre outros…

Ou seja, quando falamos em alimentação, estamos falando desde a semente (que atualmente passa por um processo acelerado de privatização em escala global) até os processos de produção de identidade e cultura alimentar, mas também a industrialização e homogeneização da alimentação.

Com esta preocupação, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estabeleceu esta semana para pautar a sociedade e os governos no debate sobre a alimentação.

E você, qual a sua preocupação com o que você come? nenhuma? pois é, mas para quê? Hoje em dia é só chegar na primeira budega e comprar um PF ou ir a qualquer mercado e comprar o que desejar…

As questões que ficam: o que estamos comendo? de onde vem nosso alimento? quem esta produzindo? em que condições estão sendo produzidos?

O modelo de desenvolvimento econômico e social passa necessariamente pelo nosso prato de comida…pense nisso!!!