A vida e seus compassos…

Quando me dei conta de que poderia sair por si só pelo mundo, logo após os 10 anos de idade, já tinha meus sonhos, meus desejos de estrada, de novos horizontes, de ver o céu em outros lugares e formas. Olhar pela janela do carro dos meus pais, quando na estrada, e imaginar até onde poderia ir, chegar, ver e sentir.

Foi assim. Andei por diversos lugares, encontrei e desencontrei muita gente. Por terra, pelo ar, pelo mar, fui e voltei, mas algumas vezes fiquei. Fico ainda, volto quem sabe um dia, assim como os elefantes.

Pretensões são para libertos, que querem e respiram da possibilidade constante do novo. O velho já é o hoje. O que foi dito hoje, terá que ser dito de outra forma amanhã. O que foi degustado hoje, terá que ter outro gosto amanhã. Assim foi e esta sendo.

A imagem retratada não pode deixar de nos permitir ver outras imagens para além o visível, do palpável, do racionalmente organizado, do possível…

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